|
|
O GUGGENHEIM CENTRA-SE NAS INSTALAÇÕES2008-04-30A instalação, como sistema de criação e produção artística, cobra protagonismo no Museo Guggenheim de Bilbao, com a abertura ao público da exposição intitulada “Instalaciones: selecciones de las Colecciones Guggenheinm”. A mostra é composta por quatro montagens de distintos formatos e diferentes artistas internacionais actuais, pertencentes aos fundos das colecções dos diversos museus Guggenheim que há no mundo. Uma sala de grandes dimensões do piso térreo do museu acolhe as criações do argentino de origem tailandesa Rirkrit Tiravanija, denominada “Untitled 2002 (he promised)”; de Matthew Ritchie (“The Hierarchy Problem”, de 2003), de David Altmejd (“The University 2”, de 2004) e de Javier Pérez, intitulada “Máscara de seducción” (1997). O director da pinacoteca, Juan Ignacio Vidarte, recordou que as instalações ganharam relevância como modo de produção artística no início da década de 90, ainda que as suas origens remontem ao início da história da arte moderna com antecedentes em artistas como Dalí ou os construtivistas russos. São criações quase sempre de grandes dimensões, nas quais os artistas tratam de criar espaços por onde possam deambular livremente os espectadores, sem que tenham de limitar-se à contemplação estática da obra, explicou Vidarte. O comissário da exposição, Nat Trotman, destacou a de Tiravanija, que mediante uma grande estrutura de aço e cromo, criou um espaço diáfano com monitores de televisão, plantas de jardinagem e grandes almofadas, em cujo interior os espectadores podem realizar uma infinidade de actividades. Tiravanija adapta a pequena escala da arquitectura de uma casa e um estúdio modernista argentino dos anos 80. Pretende romper as barreiras entre a obra de arte e o espectador. Permite a este deslocar-se pelo seu interior e ao seu redor e assim fomenta a interacção social do público com a sua proposta. Disponível em: www.elmundo.es |














