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APESAR DE TUDO, O MERCADO DA ARTE CONTINUA OPTIMISTA2008-05-08Não há como não pensar em quantas daquelas pessoas bem vestidas, que se sentarão noite após noite na Sotheby’s, Christie’s e Phillips de Pury nas próximas duas semanas, serão licitadores sérios e quantas serão apenas voyerus à espera de testemunhar uma implosão do multimilionário mercado da arte. Durante anos, os coleccionadores e os novos media têm vindo a especular sobre quando os preços iriam finalmente chegar ao seu máximo. As estimativas de vendas da Primavera não sugerem pessimismo. As casas de leilões esperam claramente que as coisas corram como há três meses em Londres, quando, apesar da instabilidade económica global, um trÃptico de Francis Bacon foi vendido por 51,6 milhões de dólares (33 milhões de euros). Agora são dois trÃpticos de Bacon que estão para leilão, estimados numa quantia entre 25 e 35 milhões de dólares (16 e 23 milhões de euros), na Christie’s e 70 milhões do dólares (45 milhões de euros), na Sotheby’s. Mas apesar dos preços confiantes, as coisas estão agora um pouco diferentes, já que a ansiedade económica tem vindo a aprofundar-se nos meses mais recentes. E o mercado artÃstico tem os seus próprios problemas. O preço de stock da Sotheby’s é cerca de metade do que era em Outubro passado, e os seus últimos relatórios anuais mostram que a quantidade de dinheiro que é devido à casa de leilões mais do duplicou para 835 milhões de dólares (540 milhões de euros) no ano passado. Na esperança de se manter à tona, a Sotheby’s tem proporcionado aos compradores mais tempo para entregar o dinheiro pelas suas compras. Apesar de tudo, as estimativas de vendas nas casas de leilões estão mais robustas do que nunca. DisponÃvel em: www.nytimes.com |














