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INQUIETANTES ESCULTURAS DE MAESTRE SÃO TORRES DE LÁPIS2008-05-13As suas esculturas seduzem e assustam ao mesmo tempo. Surge a vontade de tocar-lhe, mas a sua textura pontiaguda repele todo o contacto. “Sempre quis imitar os espinhos dos ouriços do mar”, compara a sua criadora, Jennifer Maestre de Boston, “lutam para proteger-se”. Cactos de ponta fina, gatos de orelhas afiladas ou perigosas estrelas do mar. As suas inquietantes figuras, umas de oito centímetros de altura, outras de meio metro, são torres de lápis. As obras de Maestre alimentam-se de lápis semelhantes àqueles que usávamos nos livros de colorir. Estruturas de centenas de pedaços de grafite – de três centrímetros de largura – juntos por resistentes fios, como se fossem colares. “São metáforas do nosso empenho em protegermos, em defendermos a nossa personalidade e a nossa alma. Como seres vivos, seduzimos e inspiramos repulsa ao mesmo tempo”, teoriza. A partir daí, Maestre, de 48 anos, criou mais de 60 esculturas que hoje se expõem em museus, galerias e casas particulares (os seus delírios escultóricos alcançam os seis mil euros). A sua técnica: o peyote, um antigo método – com o nome de um cacto alucinógeneo do Méxixo – que consiste em enfiar missangas num fio. Uma laboriosa tarefa a que se dedica oito horas diárias (leva de duas semanas a um mês para terminar uma peça). “Uso cerca de 200 lápis para as figuras mais pequenas e cerca de 800 para as grandes”, detalha. Disponível: www.elpais.com |














