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COLECIONADOR APANHA 18 MESES DE PRISÃO POR CONTRABANDEAR PINTURA DE PICASSO

2020-01-21




O colecionador bilionário Jaime Botín, ex-vice-presidente do banco Santander e maior acionista do banco espanhol Bankinter SA, foi condenado a dezoito meses de prisão e multado em 58 milhões de dólares por tentar contrabandear Head of a Young Woman, 1906, de Pablo Picasso, para fora de Espanha em 2015, relata o The Independent.

O Tribunal Nacional Espanhol declarou a pintura, um trabalho inicial do período Gósol de Picasso, avaliado em US$29 milhões, um tesouro nacional em maio de 2015 e sob as rigorosas leis de herança do país, exigia que o seu proprietário obtivesse uma licença de exportação para tirá-la do país. Em 2012, foi negada a Botin uma licença de exportação para o Picasso, que ele adquiriu em 1977.

Em 2015, o colecionador teria providenciado que o trabalho fosse conduzido pelo seu motorista de Madrid a Valência, onde o seu iate partia para a Córsega, em França. Logo depois, a polícia francesa confiscou a pintura do barco nas águas próximas à Córsega. Uma vez confiscada, a tela foi transferida para o Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, em Madrid.

A defesa argumentou que Botín não sabia que navegar em águas internacionais num navio registrado em seu nome constituía a exportação da obra. O juiz decidiu: "Apesar de estar ciente da proibição administrativa, o réu transferiu a pintura para o seu iate, ancorado em Valência, com o objetivo de remover [a pintura] de Espanha".

Apesar da condenação, os infratores pela primeira [em Espanha], que recebam penas inferiores a dois anos por crimes não violentos, são frequentemente poupados da prisão, e é improvável que Botín, de 83 anos, cumpra pena.