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EX-CURADOR DO LOUVRE ENTRE OS CINCO PRESOS EM PARIS EM INVESTIGAÇÃO DE TRÁFICO DE ANTIGUIDADES

2020-06-26




Ex-curador do Louvre entre os cinco presos em Paris em investigação de tráfico de antiguidades. Caso envolve "centenas de objetos no valor de milhões", saqueados da alas do Sudeste Asiático e Médio Oriente.

A polícia de arte francesa prendeu cinco especialistas em arte esta semana como parte de uma investigação sobre o tráfico generalizado de antiguidades saqueadas do Sudeste Asiático e Médio Oriente . Segundo uma fonte legal, os presos incluem um curador aposentado do Museu do Louvre em Paris e um funcionário da casa de leilões Pierre Bergé & Associés. A mesma fonte diz que o caso se refere à "venda de centenas de peças por dezenas de milhões de euros", que foram saqueadas do Egito, Síria e Iêmen, além de zonas da Líbia sob controle do Estado Islâmico. A investigação criminal sobre fraude de quadrilhas, ocultação de bens roubados e lavagem de dinheiro foi iniciada em 2018.

Sem uma acusação efetiva a polícia só pode manter os suspeitos sob custódia até sexta-feira de manhã, e os nomes não podem ser divulgados por razões legais. A Pierre Bergé & Associés recusou-se a comentar as prisões desta semana e o Louvre diz que não possui nenhuma informação fidedigna sobre a prisão do ex-chefe do departamento de antiguidades do Médio Oriente.

O Art Newspaper também pode revelar que a investigação criminal francesa pode estar relacionada a investigações nos últimos oito anos em Nova York, Bélgica e Suíça, o que levou a uma apreensão o ano passado na Phoenix Ancient Art, com sede em Bruxelas. Centenas de peças foram apreendidas no armazém em Bruxelas e milhares foram retidas em Genebra para ser verificada a sua proveniência.

Hicham Aboutaam, co-fundador da Phoenix Ancient Art, diz que sua galeria tinha enviado alguns objetos à Pierre Bergé no passado, mas "todos foram totalmente documentados antes dos problemas surgirem no Médio Oriente ". Ele acrescenta: "É uma desgraça para o mercado parisiense historicamente ativo, e espero que seja uma oportunidade de estabelecer diretrizes jurídicas claras, com um banco de dados global e um mecanismo de repatriamento, que nos permita ter um comércio de antiguidades lícitas mais transparente."




FONTE: The Art Newspaper