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CATE BLANCHETT ASSUME MÚLTIPLAS PERSONALIDADES NO SEU SEGUNDO FILME DE ARTE, DIRIGIDO PELO ARTISTA ITALIANO MARCO BRAMBILLA

2020-09-14




A atriz australiana Cate Blanchett protagoniza um evocativo vídeo de três minutos numa instalação sonora que reimagina os "temperamentos", ou a teoria dos "tipos de personalidade" introduzida pelo filósofo grego Galeno, que postula a existência de quatro humores fundamentais: sanguíneo, colérico, melancólico e fleumático.

Criado pelo artista italiano Marco Brambilla, Os Quatro Temperamentos (2020) estreou esta semana na Michael Fuchs Galerie em Berlim (até 14 de novembro) e mostra Blanchett numa matriz de imagens sincronizadas repetindo as frases “Amo-te ” (I love you) e “Não te amo".

“Eu estava a pesquisar um novo vídeo sobre drama em performance, que eu queria reduzir à sua forma mais primária e elementar, e encontrei o livro de Erwin Panofsky sobre a vida e a arte de Albrecht Dürer”, Brambilla disse ao The Art Newspaper. “Então descobri a obra Melancolia I - a ilustração mais reconhecível acerca da melancolia - e isso levou-me a Galeno, que foi o primeiro a definir os temperamentos.”

Ele acrescenta: “E se uma pessoa incorporar todos os arquétipos de Galeno? Com essa matéria-prima, comecei a criar o drama mais simples possível para criar harmonia e simultaneamente tensão - um drama que se desenrola como um diálogo entre quatro personagens dentro da mesma pessoa.”

Brambilla, que também contribuiu para o projeto de ópera de Marina Abramovic, As Sete Mortes de Maria Callas e que estreou em Munique esta semana, diz: “Blanchett ao interpretar todas as personagens é o que torna esta peça tão atraente. O seu alcance e capacidade de retroceder na personagem são exemplares, mesmo para atores, como ela, mais experientes.”

O vídeo está disponível como experiência de realidade aumentada em que os usuários podem fazer um download gratuito através da aplicação Acute Art - já se encontra disponível.

Blanchett conquistou uma presença no mundo da arte com o seu papel no filme multicanais de 2015, Manifesto, dirigido pelo artista alemão Julian Rosefeldt, no qual executa uma performance distópica de treze personagens separadas que recitam os manifestos de artistas inovadores de vários movimentos artísticos, desde o Manifesto Suprematista de Kazimir Malevich (1916) ao Manifesto Fluxus (1963) de Mierle Laderman Ukeles.

Fonte: The Art Newspaper