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CULTURGEST APRESENTA PRIMEIRA EXPOSIÇÃO ANTOLÓGICA DE GABRIELA ALBERGARIA

2020-10-14




No dia 17 de outubro, a Culturgest, em Lisboa, apresenta a exposição "A Natureza Detesta Linhas Retas", de Gabriela Albergaria, com curadoria de Delfim Sardo.

Inserida no programa Lisboa Capital Verde, esta primeira exposição antológica de Gabriela Albergaria acompanha de perto os vários momentos do seu percurso e dá a conhecer o balanço da sua atividade nos últimos 15 anos. Reunindo trabalhos que a artista produziu na Alemanha, no Chile, no Brasil, no Reino Unido e na Bélgica, esta é a oportunidade de ver ou rever peças fundamentais no percurso da artista, como é o caso da instalação que realizou no CCB, em 2005 — uma enorme árvore que ostentava um processo violento de enxertia, bem como de conhecer um conjunto de peças inéditas.

A viver e a trabalhar em Bruxelas, Gabriela Albergaria tem-se debruçado, desde a década de 1990, sobre as relações de aculturação da paisagem e da natureza, a partir dos processos migratórios e da globalização iniciada no século XV.

Nas múltiplas tipologias que utiliza – escultura, instalação, fotografia, desenho – o registo das transformações da paisagem pela ação humana, a modificação dos ecossistemas a partir das importações de espécies vegetais e a história da domesticação da natureza, presente na construção dos jardins botânicos no século XVIII, têm vindo a afirmar um corpo de trabalho coerente e sistemático. A representação da natureza é sempre orientada por um olhar que revela os processos históricos e percetivos da aculturação do natural e da sua apropriação.

A exposição fica patente até 28 de fevereiro de 2021.
Nos sábados 31 de outubro, 14 e 28 de novembro e 12 de dezembro, sempre às 18:00, realizam-se visitas guiadas à exposição.




Sobre Gabriela Albergaria

Gabriela Albergaria (Vale de Cambra, 1965) vive e trabalha em Bruxelas e, desde 1999, expõe regularmente em todo o mundo.

O seu trabalho envolve um território: a natureza. Uma natureza manipulada, plantada, transportada, estabelecida em hierarquia, catalogada, estudada, sentida e renomeada através da exploração contínua de jardins em fotografia, desenho e escultura.

A artista percebe os jardins como construções elaboradas, sistemas de representação e mecanismos descritivos que sintetizam um conjunto de crenças fictícias que são usadas para representar o mundo natural. Os jardins são também ambientes dedicados aos processos de lazer e estudo, culturais e sociais que produzem uma compreensão histórica do que é o conhecimento e o prazer.

De uma forma geral, as imagens de jardins e espécies de plantas empregadas pela artista são usadas como dispositivos para revelar processos de mudança cultural através dos quais se produzem visões da natureza. Mediados por sistemas de representação, eles criam diferentes versões do que percebemos como uma paisagem - um sistema complexo de estruturas materiais e hierarquias visuais, construções culturais que definem o enquadramento do nosso campo visual.

Uma seleção de exposições individuais inclui Inanimate Object, or a complete cycle of the soil, Sheffield Park and Garden National Trust (Sheffield, 2018); Endless infinity, Museu Nacional Grão Vasco (Viseu, 2017); pinch pinch pinch, PORTA 14 Calçada do Correio Velho (Lisboa, 2017); Ah, Finalmente, Natureza, Fórum Eugénio de Almeida (Évora, 2015); Terra/Território, Consulado Geral de Portugal em São Paulo (2015); Two Trees in Balance, Socrates Sculpture Park (Nova Iorque, 2015); Escalas de tempo, Vera Cortês Art Agency (Lisboa, 2014); O Balanço da Árvore Exagera a Tempestade, Galeria Vermelho (São Paulo, 2014); Não há coisa como a natureza, Hacienda La Trinidad Parque Cultural (Caracas, 2013); Invertir la Posición, Galeria Wu (Lima, 2012); Térmico, Pavilhão Branco do Museu da Cidade (Lisboa, 2010); ABRACADÁRVORE, Museu de Arte Moderna da Bahía (São Salvador da Baía, 2008).








FONTE: Culturgest