Links

NOTÍCIAS


ARQUIVO:

 


MNAC INAUGURA ‘DILEMA DE SER E PARECER. O RETRATO NA PINTURA, FOTOGRAFIA E ESCULTURA (1850-1916)’

2020-11-19




O Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado inaugurou ontem a exposição ‘Dilema de Ser e Parecer. O Retrato na Pintura, Fotografia e Escultura (1850-1916)’, com curadoria de Maria de Aires Silveira e Emília Tavares.

Esta exposição apresenta, pela primeira vez, um diálogo entre a pintura, a fotografia e escultura, na segunda metade do século XIX, a par@r da coleção do MNAC e da coleção do Arquivo de Documentação Fotográfica da DGPC.
Esse diálogo é realizado a par@r de um dos mais tradicionais géneros arJs@cos – o retrato -, já que a invenção da fotografia em 1839, introduziu de forma significa@va um novo paradigma perante a representação do sujeito. Os estúdios comerciais de retrato vão afirmar-se ao longo deste período, impondo-se a uma sociedade burguesa ávida de novidade e de instrumentos de consagração da sua importância social.
A fotografia veio dar visibilidade a uma sociedade do parecer, de forma massificada e verista, que inevitavelmente se confrontaria com os conceitos metaVsicos da pintura de retrato. Por isso, ao longo desta exposição, propomos uma visão altercada entre os modelos mecânicos e veristas da representação do sujeito e a sua esté@ca interpreta@va desde o roman@smo ao naturalismo.
Nesse diálogo encontramos uma evidente transferência de influências, já que o retrato fotográfico foi compilado a par@r das referências interpreta@vas pictóricas, mas a pintura também se reformulou perante o novo gosto realista fotográfico do detalhe e da verosimilhança.
Através de seis núcleos, abordam-se algumas das correntes e conceitos mais relevantes que marcaram a esté@ca do retrato, e de que modo a fotografia, a pintura e a escultura foram evoluindo a sua esté@ca e definindo novos modelos arJs@cos, que foram também representa@vos das mudanças sociais da arte. Transparece a sedução pela modernidade, através de “fórmulas naturalistas da arte moderna”, como comentara Ramalho Or@gão, em 1883.
Entre o ser e o parecer, entre a verdade na arte e a vontade de introduzir o realismo como nova expressão arJs@ca, estabelece-se o dilema, a par@r da afirmação do ar@sta com entusiasmo inovador na observação do autorretrato, do drama humano e retrato da natureza, em apontamentos no in@mismo, até à realização do que o espírito sente, em retratos captados sob a influência do sujeito e orgulhosos dos seus “inconscientes imortais”.

A exposição está patente de 18 de Novembro de 2020 a 18 de Abril de 2021.






FONTE: MNAC