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“CÁ FORA: ARQUITECTURA DESASSOSSEGADA” EM VENEZA2008-09-02“Cá fora: arquitectura desassossegada” é o projecto concebido pelo arquitecto Eduardo Souto de Moura e pelo artista Ângelo de Sousa para a representação oficial portuguesa na 11ª Mostra Internazionale de Architettura – La Biennale di Venezia. O título, enunciado pelo filósofo José Gil e o arquitecto Joaquim Moreno, comissários da exposição, surge a partir da proposta de Aaron Betsky, director artístico da bienal, de discutir e definir o conceito de arquitectura actualmente, “uma arquitectura para lá do edificado”. Estabelecendo, depois, um paralelismo com a heteronímia e a noção de “desassossego” de Fernando Pessoa, “Cá fora: arquitectura desassossegada” surge como um projecto de intervenção site-specific que oferece ao espectador um percurso de movimentos pendulares entre espelhos e reflexos. Explica Souto de Moura que, no interior do edifício, “existem nove espelhos que formam um ângulo de 90 graus onde as pesosas, ao entrarem, são reflectidas. Existe um efeito de surpresa em que a pessoa aparece reflectida como de facto é”. Ou seja, como os outros nos vêem e não como a imagem invertida reflectida pelo espelho comum. Um outro espelho em frente ao edifício cria uma paisagem contranatura veneziana, fazendo aquele “desaparecer” do ponto de vista de quem observa a partir da outra margem do Grande Canal. Uma proposta especular para aquela que é conhecida como “cidade dos espelhos”. Mais informações disponíveis em: www.labiennale.org e www.dgartes.pt/outhere/index.htm |














