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ARTE CONTEMPORÂNEA NO PALÁCIO DE VERSAILLES2008-09-17Jeff Koons, o artista vivo mais quotizado do mundo, instalou 17 esculturas no Palácio de Versailles. Os seus aspiradores Hoover, envoltos em metracrilato e iluminados por néons, desafiam os retratos da rainha Maria Antonieta. Koons limita-se a reciclar o que outros fizeram com maior ou menor talento. No castelo de Fontainebleau, fora de Paris, o património arquitectónico francês acolhe 17 obras de outros tantos criadores contemporâneos que antes tinham sido expostas no Palais de Tokyo. Mas este está especializado em jovens artistas de hoje, é um espaço destroy, um antigo palácio da primeira metade do século XX, ao qual foi arrancado o estuque e a pintura para que se assemelhe a uma garagem. Em Fontainebleau, o que se apresenta tem a vantagem de ter sido seleccionado com critério. Ali está o elefante equilibrista de Daniel Firman, que se sustém, de pernas para o ar e graças à tromba, no meio das imponentes prateleiras da biblioteca. No Musée d’Orsay já se estabelecem diálogos há vários anos entre a colecção permanente – do século XIX – e um artista convidado. Mas trata-se de confrontar duas obras, estender pontes entre a natureza vista por um Clovis Corinth e a que concebe Anselm Kieffer. Ou de que Ellsworth Nelly pendure um Relieve azul de 2007 junto à extensão de mar que pintara Paul Cézanne em 1879. O que se pretende? Em alguns casos querem estender pontes, demonstrar a continuidade do espírito criador. Procuram-se afinidades e contrastes. Querem também renovar o público, ganhar um novo, rejuvenescê-lo. E espera-se que algo da pátina das colunas, espelhos e dourados reais e napoleónicos contribua para sacralizá-lo, para transmitir-lhe aura. Disponível em: www.elpais.com |














