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RETROSPECTIVA DE ROTHKO NA TATE GALLERY DE LONDRES2008-09-26Mark Rothko teve uma noção ambivalente do êxito. Passou parte da sua existência à procura de reconhecimento mas, uma vez que o obteve, não soube como lidar com ele. Prova disso foi o episódio que marcou o advento dos seus célebres murais Seagram. Em 1958 recebeu uma lucrativa proposta de 35 mil dólares para cobrir as paredes do restaurante Four Season dentro do arranha-céus Seagram de Mies van der Robe. Dois anos mais tarde, fez marcha atrás, devolveu o dinheiro e decidiu ficar com as pinturas. Conta o mito que tinha aceitado o desafio com intenção malévola, “arruinar o apetite de cada filho da puta que come naquela salaâ€. Foi no entanto o próprio Rothko quem acabou por se engasgar perante a ostentação do restaurante, insuportável para o seu credo socialista. Em 1969, decidiu doar nove desses murais à Tate Gallery de Londres. Os murais chegaram à margem do Tamisa no mesmo dia em que se teve notÃcia do seu suicÃdio. O seu corpo havia aparecido junto a uma poça de sangue e a uma lâmina do seu estúdio de Manhattan. Desde quarta-feira, os murais da Seagram voltam a luzir na Tate como prato forte da exposição que recorda os anos finais de Rothko. Ao seu redor, as obras chegadas de outras duas colecções, a do Kawamura Memorial Museum of Art do Japão e a National Gallery of Art de Washington, permitem considerar com novos olhos o pintor nascido na Letónia. DisponÃvel em: www.elmundo.es |














