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FESTIVAL FUSO ANUNCIA VÍDEOS SELECCIONADOS PARA EDIÇÃO 2021

2021-07-27




O FUSO - Anual de Videoarte Internacional de Lisboa está de regresso aos jardins e claustros dos museus de Lisboa, de 25 a 29 de agosto. Além das sessões curatoriais, o festival exibe uma sessão composta pelos vídeos submetidos a concurso, através de uma open call dirigida a artistas portugueses ou a residir em Portugal.

Para esta edição, foram submetidas 220 projetos de 91 artistas ou coletivos, um número recorde de inscrições, e seleccionados 16 vídeos, que vão ser apresentados na abertura do festival, a 25 de agosto, no MAAT.

Jean-François Chougnet, diretor artístico do Festival e responsável por esta selecção afirma:
Nunca na já substancial história do Fuso, anual de videoarte de Lisboa, o número de participantes foi maior. Esta é, para além da qualidade necessariamente variável dos filmes, a prova da vitalidade da criação em Portugal. Pode-se pensar que neste ano de 2021 haverá um aumento no número de “obras de confinamento”. No entanto, esta categoria está, à primeira vista, totalmente ausente das propostas. Numa primeira análise, porque se voltarmos a olhar para eles, se o confinamento não é um assunto, os temas escolhidos muitas vezes estão ligados com a relação com o mundo, com o meio ambiente, temas que a pandemia covid-19 tornou mais significativas e mais angustiantes do que nunca.


As obras seleccionadas
Assim, foram seleccionadas as seguintes obras: "Equinox" de Bruno Carnide, com acção nos subúrbios de Tóquio; "Rio Negro" de Cristina Ataíde, um vídeo que resulta de um profundo fascínio pelo momento de encontro das águas dos Rios; "La Ermita" um vídeo escrito e realizado por Eduardo Brito, que conta com música de Legendary Tigerman; Ema Ramos apresenta "Sempre achei que fosse uma pessoa de cidade", uma reflexão sobre os seus últimos dois anos; "Quelimane" de Francisco Miguel, uma sinfonia visual que abraça a experimentação, questionando as fronteiras que o vídeo consegue ultrapassar; "Milkshake" de Grégory Le Lay, um olhar crítico à indústria leiteira dos Açores; Helena Inverno, Verónica Castro e Bouchra Ouizguen realizaram "Transhumance", um ponto de confluências das práticas das três artistas (dança, som e imagem em movimento); já Nuno Nunes-Ferreira apresenta "Café Central", com 2500 recortes de jornais em 3 minutos; Paula Albuquerque é a autora de "Wash. Rinse. Repeat.", uma montagem de imagens térmicas, incluindo as geradas por drones bélicos e de vigilância; do artista Pedro Calapez foi seleccionada a obra "Entremãos"; Renata Bueno realizou "Coreografia numa pedreira", onde trabalhadores e máquinas mudam a sua rotina e com a artista desenham no espaço uma coreografia; "O caminho ao até" de Sally Santiago usa imagens de arquivo para retratar o processo da confecção do linho, na região de Viseu; "Breathe a Little Bit Faster, now!" de Sara Bernardo inspira-se na obra "1984" de George Orwell; Sofia Arriscado e Costanza Givone realizaram "Lapso", sobre espaço da dúvida e o tempo, e a quedas das fronteiras que separam o interior e o exterior do corpo; "The Factory (bad Machines)" de Susana Anágua é um vídeo realizado a partir dos diálogos do filme "Midnight Express" de Alan Parker; e por fim, "Passagem" de Tânia Dinis, um filme-ensaio sobre o que fica para lá da memória que se perde.

Aos vídeos da open call vão ser atribuídos dois prémios: o Prémio Aquisição Fundação EDP/MAAT para a melhor obra eleita pelo júri presidido por Margarida Chantre (Fundação EDP/MAAT) e o Prémio Incentivo Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual, atribuído pelo público, que consiste numa bolsa de estudos para frequência de um ano letivo de "Projeto Individual" no departamento de Cinema/Imagem e Movimento desta escola.

Os vencedores vão ser conhecidos na sessão de encerramento do festival, a 29 de agosto, no Museu da Marioneta, em Lisboa.

"Na fronteira" é o tema do FUSO 2021, cuja programação vai ser revelada muito em breve.

O FUSO - Anual de Videoarte International de Lisboa está inserido no programa Lisboa na Rua, uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa e da EGEAC e é uma produção da Duplacena, com direção artística de Jean-François Chougnet.


SOBRE O FUSO

Criado em 2009, o FUSO é o único festival com programação contínua de videoarte nacional e internacional, em Lisboa. Confrontando linguagens já canónicas às mais contemporâneas, o FUSO mostra obras em vídeo que cruzam as artes plásticas, a performance, o cinema, a literatura e os meios digitais, propondo uma nova abertura à imagem em movimento do século XXI.

As obras são selecionadas e apresentadas por curadores nacionais e internacionais que desenham uma programação exclusiva para o festival. A excelência da programação é um compromisso do FUSO. A notoriedade e experiência dos curadores convidados garantem a consistência e qualidade dos programas apresentados, com obras de artistas reconhecidos internacionalmente e de artistas ainda desconhecidos do público português. Para além dos programas propostos, anualmente o FUSO homenageia um ou mais artistas históricos de importância fundamental na videoarte.

Uma das principais vertentes do FUSO é a promoção da nova criação nacional. Todos os anos é realizado um concurso (Open Call) aberto a artistas portugueses e aos artistas estrangeiros que vivem em Portugal, com o objetivo de divulgar, distinguir e incentivar a nova produção nacional. São atribuídos dois prémios, o Prémio Aquisição Fundação EDP/MAAT, e o Prémio Incentivo AR.CO, uma bolsa de estudos para frequência de um ano letivo de "Projeto Individual" no departamento de Cinema/Imagem e Movimento da escola.

Atualmente, no Arquipélago dos Açores, acontece o FUSO INSULAR com sessões de curadores nacionais e internacionais e um laboratório criativo de imagem em movimento para artistas locais. O Laboratório, programa de residência realizado durante o verão na ilha de São Miguel, tem como meta a criação de uma obra em vídeo. O FUSO INSULAR - Mostra de videoarte dos Açores é uma plataforma para apresentação das obras desenvolvidas pelos artistas residentes. Para ampliar os horizontes da videoarte nos Açores, a Mostra apresenta outras duas sessões temáticas, com obras históricas e contemporâneas de artistas nacionais e internacionais.


SELECCIONADOS OPEN CALL 2021
25 agosto - Fundação EDP / MAAT

Equinox, Bruno Carnide, 2019, 3’28’’

Rio Negro, Cristina Ataíde, 2020, 8’14’’

La Ermita, Eduardo Brito, 2021, 4’10’’

Sempre achei que fosse uma pessoa de Cidade, Ema Ramos, 1’26’’, 2021

Quelimane, Francisco Miguel, 2019, 4’08’’

Milk shake, Grégory Le Lay, 2020, 3’28’’

Transhumance, Helena Inverno, Verónica Castro e Bouchra Ouizguen, 2019, 7’14’’

Café Central, Nuno Nunes-Ferreira, 2021, 3’

Wash. Rinse. Repeat., Paula Albuquerque, 2020, 8’25’’

Entremãos, Pedro Calapez, 2021, 5’1’’

Coreografia numa Pedreira, Renata Bueno, 2021, 1’18’’

O caminho ao até, Sally Santiago, 2020, 4’48’'

Breathe a Little Bit Faster, now! , Sara Bernardo, 2021, 5’53’’

Lapso, Sofia Arriscado e ​​Costanza Givone, 2021, 9’24’’

The Factory (bad Machines), Susana Anágua, 2019, 2’17’’

Passagem, Tânia Dinis, 2021, 7’20’’


FONTE: FUSO