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FESTIVAL FUSO REGRESSA AOS JARDINS DE LISBOA SOB O TEMA "NA FRONTEIRA"

2021-08-05




O FUSO - Anual de Videoarte Internacional de Lisboa regressa aos jardins e claustros dos museus de Lisboa, de 25 a 29 de agosto e volta a apresentar sessões de videoarte programadas por curadores portugueses e internacionais.

Ao longo de cinco noites o público poderá assistir gratuitamente, a cerca de 44 obras de videoarte, assim como a conversas em torno do tema "Na fronteira", conduzidas pelo jornalista Vitor Belanciano. Esta programação propõe novas perspectivas da videoarte, revelando autores e obras contemporâneas, mas também apresentando peças históricas raramente ou nunca vistas em Portugal. Ao expor cruzamentos com linguagens de filme experimental, da performance, da fotografia e do cinema, o FUSO traz uma nova abertura à imagem em movimento do século XXI.

Além das sessões pensadas pelos curadores, no dia de abertura do festival, a 25 de agosto, vão ser apresentados os vídeos em competição e, ao vencedor, vai ser atribuído um Prémio Aquisição Fundação EDP / MAAT e o Prémio Incentivo Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual, atribuído pelo público. Nesta edição de 2021 foi ainda renovada a parceria com a Ar.Co - Escola de Arte e Comunicação Visual, com a exibição de trabalhos dos seus alunos.

"Na fronteira": o tema do FUSO 2021

"Na fronteira" é o mote norteador do FUSO 2021. Físicas e digitais, geográficas e políticas, o termo "fronteira" está inevitavelmente associado a ideias contraditórias de pertença e exclusão, de liberdade e restrição, de proteção e defesa. 
O festival quer ir além dessas simples dicotomias, desafiando curadores e artistas a pensar as fronteiras contemporâneas, sejam elas naturais, humanas ou virtuais. Ao fazê-lo, pretendemos promover discussões sobre nacionalismo, identidade, privacidade, barreiras físicas, rebelião, emancipação, conquista e o que está à margem, tendo como meio a videoarte.

Quatro programas curatoriais associados à temática "Na fronteira"

O FUSO desafiou quatro curadores a programar obras que reflitam a temática "Na fronteira". No final das sessões, estão programadas conversas em torno do tema, moderadas pelo jornalista Vitor Belanciano.

A curadora brasileira Daniela Labra programou uma sessão intitulada "Voo livre" composta por 9 vídeos, de artistas maioritariamente sul-americanos, que acordam temas contemporâneos, como espiritualidade, performatividade, antropoceno, ficção científica, futurologia, transdisciplinaridade, cultura digital, revisões históricas e finalmente a dança como elemento de revolução social. Esta sessão é exibida no dia 26 de agosto no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado.

No dia 27 de agosto é exibido, no Palácio Sinel de Cordes - Trienal de Arquitetura de Lisboa, o programa do curador espanhol Agustin Pérez Rubio: "Lenguas de Fuego" , um título baseado no texto de Gloria Anzaldúa (1942-2004) – considerado por muitos como a obra seminal do nascimento dos estudos queer decoloniais. O título deste programa, tal como o trabalho da autora, enfatiza os poderes hegemónicos coloniais e renova a luta contra esses poderes.

Susana Sousa Dias, apresenta no dia 28 de agosto, a sessão Avant l'existence, onde propõe cinco trabalhos de cinco artistas que operam na intersecção entre arte e política, expondo estes constrangimentos e abordando maneiras de os superar, tornando visível e audível o que se pretende manter oculto.

No último dia do festival, a 29 de agosto, a curadora norte-americana Lori Zippay, que regularmente marca presença no FUSO, programa uma sessão especial em homenagem à norte-americana Barbara Hammer (1939-2019), reconhecida como a pioneira do cinema experimental queer e feminista. De entre mais de 90 filmes do legado que Hammer nos deixou, Lori Zippay seleccionou três obras representativas do seu trabalho: Sisters! (1973), um marco do cinema queer e feminista; Sanctus (1990); e Generations (2010), um trabalho que demonstra o compromisso de Hammer na orientação de jovens artistas e da passagem das tradições do cinema experimental às novas gerações.

O FUSO é uma produção da Duplacena e tem a direção artística de Jean-François Chougnet. A entrada é livre, mas condicionada à lotação. Mais informações em fusovideoarte.com

PROGRAMAÇÃO FUSO 2021

Praça do Carvão do Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (MAAT)
25 agosto | 22h
Programa Jean-François Chougnet (FR): OPEN CALL - vídeos seleccionados a concurso

Jardim do Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado
26 agosto | 22h
Programa Daniela Labra (BR): VOO LIVRE
Mediador: Vítor Belanciano

Palácio Sinel de Cordes - Trienal de Arquitetura
27 agosto | 22h
Programa Agustín Pérez Rubio: LENGUAS DE FUEGO
Mediador: Vitor Belanciano

Castelo de São Jorge
28 agosto | 22h
Programa Susana de Sousa Dias (PT): AVANT L'EXISTENCE
Mediador: Vítor Belanciano

Claustro do Museu da Marioneta
29 agosto | 22h
Programa Lori Zippay (EUA): SESSÃO ESPECIAL: BARBARA HAMMER
Programa Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual: À DISTÂNCIA
Cerimónia de Entrega de Prémios da OPEN CALL


FONTE: FUSO