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RÚSSIA: DESAPARECIMENTO DE 221 PEÇAS NO HERMITAGE

2006-08-04




É frequente, nos museus e arquivos da Rússia, desaparecerem peças de grande valor. Um novo escândalo rebentou recentemente quando os responsáveis pelo Museu Hermitage (São Petersburgo) tornaram público o desaparecimento de 221 valiosas peças dos seus fundos, divididas entre jóias e esmaltes (dos séculos XVII, XVIII e XIX) e avaliadas em quase 4 milhões de euros. Situação agravada pelo facto de não se encontrarem cobertas por qualquer tipo de seguro na medida em que, segundo a política do museu, só se asseguram as obras que são expostas na instituição, noutras cidades ou no estrangeiro. A toda esta polémica acresce o facto da curadora responsável pela secção onde as obras estavam depositadas, ter sido encontrada morta no seu gabinete pouco antes do processo de inventariação (que detectou as ausências) ter sido iniciado. O desaparecimento de obras no Hermitage tem sido frequente; em 1994 foi roubado um jarro de ouro egípcio do século II a.C; em 2001 um quadro de Jean-León Gérome (1976) e, no ano passado, um jarro do século XIX – nenhuma delas foi recuperada. O caso mais mediático ocorreu em 1895 quando um lituano de 48 anos, considerado doente mental, danificou consideravelmente (com ácido sulfúrico e golpes cortantes) a famosa obra de Rembrandt “Danae”. Fundado por Catarina II em 1764, o Hermitage detém, actualmente, cerca de 3 milhões de peças na sua colecção. Recordamos que está prevista, para 2010, a abertura de uma sucursal do museu em Lisboa, que se juntará a Amesterdão, Las Vegas e Londres. Até lá realizar-se-ão, anualmente, exposições temporárias com algumas das peças do vasto acervo do museu.

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