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PAVILHÃO DE PORTUGAL NA BIENAL DE VENEZA COM NÚMERO NOTÁVEL DE VISITANTES

2022-11-29




O Pavilhão de Portugal na Bienal de Arte de Veneza, com o projeto "Vampires in Space", de Pedro Neves Marques, recebeu mais de 67 mil visitantes durante os sete meses da exposição internacional, anunciou a organização portuguesa.

O número global de 67 mil visitantes é considerado "notável" pela Direção-Geral das Artes (DGArtes), entidade responsável por organizar a representação oficial na Bienal.

A 59.ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, que encerrou no domingo - com o maior número de visitantes da sua história, 800 mil - acolheu o projeto expositivo português no Palácio Franchetti, localizado nas margens do Grande Canal da cidade italiana.

Na edição anterior da bienal dedicada à arte contemporânea, em 2019, o projeto criado pela artista Leonor Antunes - "A seam, a surface, a hinge or a knot" ("Uma costura, uma superfície, uma dobradiça ou um nó"), concebido para o Pavilhão de Portugal, nessa altura no Palácio Giustinian Lolin - recebeu 39.159 visitantes ao longo do certame.

O projeto de Pedro Neves Marques, com curadoria de João Mourão e Luís Silva, foi criado com a forma de uma instalação narrativa e transformou, em parte, a arquitetura gótica do Palácio Franchetti para um cenário de nave espacial durante uma viagem de séculos a um planeta longínquo, recorda a sinopse da DGArtes, no comunicado hoje divulgado com o número de visitantes do pavilhão português.

No espaço, os visitantes eram confrontados com "questões-chave do nosso tempo", nomeadamente os processos identitários, a sexualidade e reprodução 'queer', a ecologia, o 'transumanismo' e a biopolítica, segundo a sinopse.

Este trabalho foi criado por Pedro Neves Marques em resposta ao tema da edição da Bienal, lançado pela curadora-geral Cecilia Alemani, que aborda o mundo repensado através da imaginação, a mudança, a transformação, as simbioses entre todos os seres vivos e a natureza, bem como as suas metamorfoses.

O projeto terá uma publicação editada e distribuída muito brevemente pela Sternberg Press, indica ainda a DGArtes.


FONTE: culturaaominuto