Links

OPINIÃO


Hans Ulrich Obrist: Interviews, Volume 2 Paperback, 2010.


Ulrich Obrist: A Brief History of Curating, Cornerhouse books, 2008.


Pavilhão desenhado para as 24 Hours Marathon Interviews, no jardim da Serpentine Gallery, 2006


24 Hours Marathon Interviews, Hans Ulrich Obrist e Rem Koolhaas, Serpentine Gallery, Londres, 2006


Marathon Interviews, no jardim da Serpentine Gallery, 2006.


Manifesto Marathon, Hans Ulrich Obrist entrevista Tino Sehgal, 2008.


Manifesto Marathon, Hans Ulrich Obrist entrevista Eric Hobsbawm, 2008.


Marathon Interviews com Philippe Parreno, Beatriz Preciado e Hans Ulrich Obrist, Foundation Cartier pour l’art contemporain, 2014.


Hans Ulrich Obrist entrevista Agnès Varda na Liverpool Bienial 2018.

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PARA QUE SERVE A ARTE? (sobre espaço, desadequação e acesso) (1ª parte)

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CURADORIA DA MEMÓRIA: HANS ULRICH OBRIST INTERVIEW PROJECT



ISABEL COSTA

2019-03-09





Neste artigo, analiso Interview Project, um projeto de entrevistas de Hans Ulrich Obrist, centrado na performatividade do diálogo. Através de entrevistas a protagonistas da história de arte do século XX, Obrist tem acesso à memória dos processos artísticos deste século. Pretendo mostrar que este projeto é uma prática curatorial em que a entrevista é explorada como uma ferramenta que desafia os modelos tradicionais da escrita da história de arte.

 

 

[ 1.] Interview Project

Interview Project é um projeto do curador suíço Hans-Ulrich Obrist com quase 30 anos. Trata-se de um projeto de entrevistas feitas a profissionais das mais diversas áreas criativas, não só artísticas como de outras áreas da criação, como a ciência. Ao verificar uma limitada existência de relatos sobre os processos artísticos no século XX, Hans Ulrich Obrist começou a entrevistar profissionais das mais diversas áreas criativas, sendo uma das suas preocupações entrevistar os pioneiros deste mesmo século, profissionais com 80, 90 anos e até mesmo centenários.

Nos últimos 30 anos, as suas entrevistas modificaram-se, aproximando-se de diferentes áreas e criando diferentes projetos, ciclos e até publicações.[1] Hoje, o projeto Interview Project é um arquivo extenso com mais de 2.000 horas de entrevistas gravadas com artistas, mas também profissionais de outras áreas como escritores, cientistas, engenheiros, arquitetos, realizadores, filósofos e curadores. Este é um arquivo interdisciplinar que existe fisicamente em vários suportes como vídeo, texto e ficheiros áudio.

Um dos projetos ao qual mais se dedicou foi a construção da história da curadoria. Notando uma lacuna de informação sobre as práticas curatoriais nos anos 90 e as das décadas anteriores, Obrist começou a entrevistar vários curadores ativos nos anos 60, para “desenterrar” a história da curadoria. Entrevistou os protagonistas mais significativos desta altura, como Harald Szeemen, Anna d’Harnoncourt, Werner Hoffman e Luccy Lippard. O seu interesse, mais do que reconstituir estes eventos, é mapear o desenvolvimento da curadoria, compreendendo de que forma os modelos de exposição foram sendo criados.

“A ideia destas entrevistas era “recolher” a história dos mais importantes eventos curatoriais dos anos 1960 (...) Estas pessoas (profissionais ativos) estão familiarizadas com a história de arte da geração anterior a elas. Por exemplo, Szeeman está totalmente familiarizado com o trabalho de Harry Graf Kessler, e Willem Stadberg está familiarizado com o trabalho de Alexander Dorner. A pouco e pouco, através destas entrevistas a protagonistas dos anos 60, eu pude agregar mais factos históricos.” [2]

Com o mesmo interesse em ‘capturar’ aquilo que foi deixado para trás na história de arte, Obrist, começou a apresentar as suas conversas, transformando-as em performances, num evento a que chamou 24 Hours Marathon Interviews.

Nestas maratonas, Obrist entrevista ininterruptamente todos os tipos de profissionais da arte durante 24 horas.[3] Os eventos são dedicados a um tema específico e todos os profissionais das diferentes áreas são convidados a participar na mesma conversa. Esta prática ocorre dentro do quadro/frame das instituições culturais (museus, galerias, centros de arte). [4]

Esta prática pode relacionar-se com a da “performance duracional”[5], conceito que envolve performances que são planeadas para durar bastante tempo e que frequentemente implicam algum tipo de dificuldade, como a dor, a solidão ou a exaustão. Usando este tipo de dispositivo, Hans Ulrich Obrist, de forma similar a Marina Abramovic, em The Artist is Present, desafia a sua resistência física até à exaustão.

Nesta maratona, o desafio da resistência física de Obrist intensifica a sua presença quase até à exaustão, em termos comparáveis à documentação exaustiva da sua obra.

 

 

[ 2. ] Um Protesto Contra o Esquecimento

Em oposição ao arquivo da história, que se esforça por categorizar e fixar obras e eventos no tempo, Obrist propõe uma história de arte oral, focada não em períodos, escolas ou temas, mas sim em processos artísticos. Este trabalho pode ser visto como uma antologia de processos de arte que está em permanente desenvolvimento. Através do uso de fontes orais, Obrist tenta reconstruir o passado ao desenterrar nuances de alguns eventos históricos da história de arte do século XX, que foram, de certa forma, “esquecidos”. Ao agregar uma antologia das memórias dos profissionais da arte, em vez de confiar em fontes supostamente mais objectivas, Obrist desafia a função do historiador de arte.

O interesse de Obrist em explorar a dinâmica da memória como um constitutivo da história é óbvio. Um bom exemplo do seu interesse nesta prática é a entrevista com o historiador inglês Eric Hobsbawm:

HUO: Queria perguntar-te sobre o compromisso que tens enquanto historiador de trazer a memória de volta para a esfera pública. Tu chamas-lhe “protesto contra o esquecimento”.

EH: É verdade que a sociedade moderna e a economia moderna operam essencialmente sem um sentido do passado. A forma comum de resolver problemas é de alguma forma uma engenharia em que aquilo que já foi feito no passado é irrelevante para aquilo que precisa de ser feito no presente. Em termos de seres humanos e de sociedade humana, o passado não é irrelevante. Não é irrelevante de forma subjetiva, porque toda a gente, de facto, está ligada ao passado, a um passado social, sabe sobre ele e interessa-se por ele. Na verdade, não é irrelevante mesmo socialmente porque se nos esquecermos do que se passou no passado, simplesmente iremos sempre repetir os mesmos erros. Nessa medida, parece-me que os historiadores são essenciais para a sociedade moderna, porque o seu trabalho é relembrar as pessoas daquilo que elas querem esquecer.[6]

Depois desta entrevista, Obrist começou a chamar ao seu projeto “um protesto contra o esquecimento”, um conceito de Eric Hobsbawm. Para este historiador, o papel da história é trazer a memória de volta para o consciente coletivo. Se olharmos para Obrist como um “artista-historiador”, vemos nesta antologia a sua intenção de construir um arquivo da memória do século XX, sob o prisma da arte.

 

 

[3.] Uma Narrativa não Cronológica

No livro A Forma do Tempo (1962), o historiador de arte George Kubler reflete sobre formas tradicionais de escrever história de arte baseadas na noção de estilos. Para Kubler, uma história de arte construída por períodos, (sistemas de pensamento, a que chama “circuitos fechados”), é uma história que forçosamente divide objetos em períodos de tempo. Ele rejeita esta “noção de estilo”, que necessariamente coloca todos os objectos e eventos do mesmo tempo no mesmo período. Kubler propõe uma história não linear de objectos e eventos.

“Por muito que seja útil para fins pedagógicos, a metáfora biológica que vê o estilo como uma sequência de fases vitais foi, do ponto de vista histórico, uma ilusão, porque deu ao fluxo dos factos a forma e o comportamento dos organismos.” [7]

Da mesma forma, Obrist propõe uma história de arte descontinuada, liberta do enquadramento dado pela metáfora biológica mencionada acima. Confia no seu método de recolha de testemunhos, tentando incluí-los numa esfera relacional de eventos que, se analisada, pode construir múltiplas perspectivas, e, consequentemente, múltiplas narrativas sobre o mesmo período.

 

 

[4. ] Conversa Infinita

Obrist afirma que o seu projeto é uma “conversa infinita”, que nos remete para o livro de Maurice Blanchot com o mesmo título. “A Conversa Infinita” é uma coleção de ensaios, assentes no diálogo com vários pensadores cujas contribuições marcaram a cultura ocidental. Para Blanchot, a conversa, por oposição ao discurso escrito, tem pausas, interrupções e ritmos que são características do ato de falar. Ao transcrever as entrevistas exatamente como acontecem quando são performadas, Obrist tenta passar para a versão escrita a dinâmica e o ritmo destes encontros.[8] Em Interview Project, Obrist está consciente de como uma conversa é imprevisível. Ele pretende criar uma “conversa infinita” de testemunhos em que a interrupção e a repetição são bem vindas como parte da natureza de uma conversa e dos mecanismos da memória. Para Obrist, a memória é um processo profundamente dinâmico. Nas suas palavras, a memória não é estática como um arquivo, mas um processo. E a memória nunca é duas vezes a mesma.[9]

Obrist conduz as suas entrevistas de forma a permitir a reinterpretação de eventos artísticos do passado no momento presente das suas entrevistas. Ao mesmo tempo, essas entrevistas são continuadas no tempo, permitindo novas interpretações. Por exemplo, ele entrevista o mesmo profissional várias vezes ao longo dos anos, acompanhando o seu trabalho, e liga a sua primeira entrevista à segunda e à terceira, e assim sucessivamente, pegando sempre na última entrevista como ponto de partida.[10] Desta forma, o Interview Project constrói uma conversa continuada em que os significados são produzidos num contínuo, porque a conversa é fragmentada no tempo e pode ter também diferentes protagonistas, como é o caso das Marathon Interviews em que Obrist organiza conversas com vários profissionais.

Outra noção que podemos mobilizar nesta prática é a de “diálogo retrospectivo”. Neste projeto, se considerarmos a entrevista como um meio artístico, ela funciona como um veículo de comunicação entre a conversa que decorre no momento e os eventos passados na história.

 

 

[ 5. ] Olhar para Trás e Ver o Futuro

Como Michel Foucault sugere em Arqueologia do Saber, o arquivo é um sistema que, à medida que se transforma, cria uma nova economia de tempo, que simultaneamente transforma o passado, o presente e o futuro. Se considerarmos Interview Project um arquivo de memórias, esta definição proposta por Foucault pode ser traduzida na prática para o trabalho de Obrist.

A noção de passado como uma temporalidade que se constrói no presente pode ser visto como parte essencial deste trabalho. Mas, por outro lado, a exaustiva documentação destas entrevistas revela uma ansiedade em relação ao tempo, que surpreendentemente revela o desejo de Obrist de acelerar o presente de forma a projetar vestígios, ainda que preliminares, no futuro. [11]

Nas Marathon Interviews realizadas por ele, a documentação das entrevistas é exaustiva – ele usa o presente como um vórtex ou uma alavanca para a informação e os factos históricos do futuro. Obrist projeta a performatividade do momento presente na performatividade futura dos documentos, uma vez que o presente é documentado e desta forma assegura a performatividade dos seus vestígios. Segundo ele, as suas entrevistas são esboços para projetos futuros, ou nas suas palavras “promessas de futuras produções”. O formato das entrevistas de Obrist vai para além da ideia de registar eventos passados que foram esquecidos, é uma ferramenta para investigar o futuro.

 


Isabel Costa

 


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Notas

[1] Já surgiram outros projetos como “Marathon Interviews”, “The Centerary Project”, “The Agency of Unrealized Projects e as publicações: “A Brief History of Curating”, e Volumes I, II, III e IV de Interview Project.
[2] Hans Ulrich Obrist, entrevista com Gavin Wade, Everything You Wanted to Know About Curating, Sternberg Press, New York, 2011, 140
[3] O evento Marathon Interview já chegou a ter 48 horas.
[4] Esta prática tem acontecido em diversas instituições culturais, mas ficaram célebres as Marathon Interviews na Serpentine Gallery, onde começaram, em 2006, no pavilhão desenhado pelo arquitecto Reem Koolhaas.
[5] “Performance duracional” é um conceito de historiador de arte Michael Fallon.
[6] Hans Ulrich Obrist entrevista com Eric Hobsbawm, Interview Project, Volume II, 86
[7] George Kubler (1962), A Forma do Tempo: Observações sobre a História dos Objectos, Lisboa, Vega, trad. José Vieira de Lima, 1998.
[8] Por exemplo, quando entrevistou Hans-Georg Gadamer, o filósofo adormeceu durante a entrevista. Acordou após 15 minutos com um telefonema. Quando desligou o telefone disse a Obrist: “Nós temos aqui um problema. Como é que vais transcrever o meu silêncio?”. Ao lermos esta entrevista temos acesso ao tempo e ritmo desta performance e esta informação faz parte do nosso imaginário.
[9] Charles Arséne-Henry, Shumon Basar e Karen Marta, entrevista com Hans Ulrich Obrist, Interview Project, Volume II, 10
[10] “Estes diálogos têm-se tornado triálogos, ao permitir que muitos formatos e diferentes abordagens para explorar a particularidade de cada artista. Estas conversas em constante desenvolvimento são o início de um romance polifónico” Hans Ulrich Obrist, Interview Project, Volume II, 9
[11] “Muitas versões fantasmas das próximas 1000 páginas existiram durante o processo de germinação deste livro – e todas elas eram promessas e premissas fictícias de entrevistas futuras, para o Volume 3, o Volume 4, e por aí fora. Estas entrevistas são promessas de futuras produções de realidade em forma de livros, edifícios, exposições e maratonas.” Charles Arsène-Henry, Shumon Basar e Karen Marta, entrevista com Hans Ulrich Obrist, Interview Project, Volume II, 11.