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OPINIÃO


Vista geral ‘Nos e os outros’.


Narciso Costa – cinzelagem.


Narciso Costa – baixos relevos.


Luis Fernandes – baixos relevos.


Luis Fernandes – desenhos.


Narciso Costa – estudo 1 de 3.


Antonio Varela.


Antonio Varela e Narciso Costa – correspondência.


Antonio Varela.


Lino Antonio.


Lino Antonio.


Lino Antonio.


Caracteres tipográficos no Moinho de Papel.


Oficina da cor e da luz no MiMo.


Mobília tipográfica no Moinha de Papel.


Força hidráulica para as mós.


Farinha de centeio a granel, projeto de Sandra Margarida.

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Leiria vai candidatar-se a cidade europeia da cultura em 2027. No principio do mês de setembro, visitei esta cidade e pus à prova a hora e meia que me restava dos horários de duas instituições: O Moinho do Papel e o Museu da Imagem em Movimento. Desde logo me agradou que Leiria tenha um pacote de bilhetes: se visitarmos um museu, pagamos x, se visitarmos dois, pagamos menos, se visitarmos quatro pagamos ainda menos. Um aliciar que funciona, e que me permitiu visitar o Moinho do Papel e e o Museu da Imagem em Movimento (MiMo).

 

A visita ao Moinho de Papel acabou por se tornar numa experiência mais lúdica do que artística ou técnica, onde a moagem dos cereais acabou por ser protagonista e deixar a moagem do papel em segundo plano, ou até mesmo a arte que aí estava exposta. Os trabalhos em papel da artista Luísa Cunha na sua exposição Intervalo em Desassossego, estavam expostos em suportes até bastante criativos e de qualidade, no entanto, como expostos numa sala em que o museu dispõe da informação sobre a rota do papel, esta ‘obscurou’ a obra de desenho aí patente (até dia 29 de setembro). Neste moinho ainda se usa a energia motriz da água para fazer roçar as mós. A farinha de centeio que comprei, que também podia ter sido de milho ou de trigo, é proveniente de espécies de cereais nativas de Leiria, com o cuidado de serem selecionadas culturas que provém de sementes geneticamente não modificadas. Deixo aqui uma saudação a Leiria pela implementação de políticas ecológicas necessárias nas suas instituições.

 

Cadernos da artista Luisa Cunha.

 

Dispositivo da artista Luisa Cunha.

 

Corri então para o lado oposto da cidade, no topo do monte, na base do castelo, ao pé da Sé: lá no cantinho do pequeno largo ou de um largo beco, estava o MiMo. Este espaçoso edifício foi aproveitado ao máximo e foi com ânimo que o visitei pois sabia que estavam patentes duas exposições: uma de fotografia e outra de um grupo de artistas leirienses. A Caixa 17.35 – Encontros de Fotografia de Alcobaça é uma mostra de fotógrafos, ou artistas que trabalham com fotografia, de qualidade. Ainda que de qualidade, a quantidade de fotógrafos expostos dificultou a clareza da proposta artística e acabou por colocar a cena em lusco-fusco, em vez de sentir-se a alvorada. Ao subir as escadas do museu, entrei numa sequência do filme Charlie e a Fábrica de Chocolates para artistas visuais e fanáticos do cinema! Que diversão e forma didática de se aprender! Resmas de inspiração! Uma sala que faz jus e supera muitas do Science Museum em Londres por exemplo. Esta sala, estava repleta de dispositores e atividades relacionadas com os aspetos técnicos de como a luz e a imagem funcionam com a finalidade de nos permitir ver uma animação ou um filme. Altamente recomendável para crianças, mas mais ainda para artistas que se possam sentir deprimidos ou com falta de inspiração!

Mas foi na última sala que me deparei com o trabalho de investigação de Sandra Leandro e a exposição Nós e os Outros. Desde já, é de louvar que haja espaço para investigadores interessados na descentralização das artes mostrarem o seu trabalho. No caso da investigação da Sandra, ainda mais pertinente se torna por ter desenvolvido trabalho relevante para a educação artística (e histórica) regional que proporcionou a oportunidade de arquivo. O arquivo é uma atividade muito pouco notada em Portugal. Uma questão que esta exposição me levou a colocar - entre outras - está relacionada com a nossa forma de arquivar. Uma forma que hoje em dia se vai smartificando. A exposição apresentou-se meticulosa, completa, ilustrativa, explicativa e eficaz na sua navegação. É exatamente pela sua navegação que penso que esta exposição foi tão bem-sucedida. Um projeto de pesquisa tem um cariz diferente de uma exposição de uma obra, pois pesa mais abrangentemente na cultura contemporânea, e esse aspeto foi explorado ao máximo através da apresentação de artefactos que ilustram as vidas destes agentes da cultura leiriense do início do século XX, ‘‘figuras carismáticas para um núcleo muito restrito’, mas que ‘não estão inscritos na memória histórica da cidade, à exceção de Lino António’’. Foram apresentados croquis, pequenas esculturas, paletas, pinceis e espátulas, pinturas, plantas de casa, cinzelagem, trabalho gráfico em várias etapas, escultura, cerâmica, enfim, itens que circundam toda a vida de um artista, neste caso de quatro amigos: Narciso Costa, António Varela, Luis Fernandes e Lino António, e Leiria que de certa forma é personificada com a obra exposta destes artistas.

 

Luis Fernandes – paleta.
 

 

Assim se pinta a vida de uma pessoa: com detalhes complexos e com as conquistas das quais todos já sabem. Aqui a questão é também que nem todos, nem muitos sabem. Pelas palavras da própria curadora, somente um núcleo restrito sabia da produção artística destes colegas contemporâneos que se cruzavam nos corredores das escolas em que lecionavam e que trocavam ideias em tertúlias. Coisa que hoje em dia provavelmente se chamará algo diferente pois esse formato com certeza também mudou com o tempo: hoje existem fóruns e grupos no Facebook em que artistas colocam questões desde as mais existenciais até às mais técnicas e o brainstorm acaba por acontecer online, sem ter de se sair de casa ou do atelier, sem se ter de formar um grupo na vida real local, por mais restrito ou não que seja. 

 

A dinâmica da smartificação da nossa vida quotidiana também afetará a vida do arquivo. Nesta exposição, vi algo da qual sou saudosista: cartas. A correspondência feita por cartas é um passado que a Gen Z não conhece, é um tesouro banalizado pelas SMS e pelo Messenger e pela aceleração das nossas comunicações. Pergunto-me qual é o valor que a correspondência entre e sobre artistas terá num futuro não tão distante? Cartas de admissão à universidade, de aceitação de prémios, de decisões que marcam o futuro de um artista escapam-nos por emails quase instantâneos e encontros no Skype e deixam de fazer jus ao investigador, pois estão cobertos por legislação que protege a privacidade do indivíduo. Como valorizar a vida pessoal do artista? Como marcar momentos que implicaram na sua vida profissional? Eu colecionei bilhetes de concerto até há seis anos atrás... não deixei de ir a concertos! Mas numa época em que a nossa memória confia no Google, como é que eu me conseguirei recordar de todos os concertos que fui desde então? Caberá, hoje em dia, ao artista imprimir esses e-mails importantes para marcar esses momentos? Mas valerá a pena? Hoje com as partilhas desses momentos nas redes sociais, será que o trabalho de pesquisa em arquivo vai passar por um trabalho de contorno da lei em vez de pesquisa, viagens, trabalho de campo com a família dos artistas e acordos éticos? Eu ainda consigo ver todos os momentos que partilhei com os meus amigos no Facebook que já morreram. Será a imortalidade virtual o advento do novo formato de arquivo? Como valorizar a atividade investigadora nesse futuro? Por enquanto, a transição de um mundo analógico para o digital permite criatividade. Assim que o sistema passar a controlar horizontalmente a história da vida das pessoas, como humanizá-las de novo?

Sandra Leandro apresentou isso mesmo, a humanização de cinco vidas artísticas, incluindo a da cultura de Leiria, exatamente como isso: vidas artísticas. Vale a pena visitar e compreender artefactos que tanto fazem falta para se entender que artistas não são pessoas que existem em grupos restritos, mas como também que só a informação é que ainda está restrita em Portugal, de forma a que questiono como é que vamos começar a tomar nota do talento que passa despercebido nos palcos nacionais, e que só investigadores têm acesso por mérito da sua atividade. O arquivo tem necessidade de expansão antes da sua smartificação, para que nesse processo de transição não se percam todos estes artistas regionais que definiram irrestritamente diretrizes culturais, mas que por falta de circulação de informação, são categorizados como restritos perpetuando o cliché erróneo de que a arte é um mundo elitista. Pode ser, mas não tem que ser.

 

 

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Reportagem “Nós e os Outros”.