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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


ANA MORGADINHO

HSD (HIC SVNT DRACONES)




A MONTANHA
Rua Lucinda Simões 2


06 DEZ - 30 DEZ 2018


Inaugura dia 6 de Dezembro às 19h


HSD (HIC SVNT DRACONES)
de Ana Morgadinho

Aqui há dragões (do latim Hic Sunt Dracones) é uma frase da cartografia medieval usada para designar territórios desconhecidos ou perigosos, imitando uma prática medieval frequente de colocar serpentes marinhas e outras criaturas mitológicas em áreas em branco do mapa.
É nesta zona desconhecida, área em branco, que partindo de materiais naturais se retomam gestos ancestrais para de novo construir, apresentando um conjunto de esculturas site specific.


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SOBRE O TRABALHO (2018) – ANA MORGADINHO

A minha prática artística explora os materiais e as suas possibilidades de produção de sentido a partir da constante observação do mundo.

Impermanência, efemeridade, a enorme multiplicidade de ângulospela qual se pode observar a materialidade das coisas, as dúvidas que emergem dessa observação e os mistérios que rodeiam a própria matéria, constituem uma preocupação permanente no meu corpo de trabalho.

É essencialmente a ideia de TEMPO, entendido como Deleuze o pensou (e em muitos aspectos antes dele Nietzsche, Espinosa e os Estoicos) a base da minha reflexão: ontologicamente único no qual existem formalmente durações. O trabalho reflete a importância do devir, vir-a-ser, tornar-se.
O tempo da nossa relação com o mundo, da relação das coisas com o mundo, e como, no processo de trabalho, elas são trazidas de uma nova maneira e se relacionam de novo com o mundo e entre elas.
O tempo do processo, o tempo da matéria, o tempo do pensamento, o tempo do mundo enquanto fluxo constante, o tempo da existência. São todos estes tempos, que significam diferentes velocidades, diferentes afecções, diferentes intensidades e diferentes durações. Todos estes tempos que se podem cruzar, sobrepor e acumular e implicam escolhas e decisões. As coisas sucedem-se, acontecem, transformam-se, actualizam-se, afirmam-se e selecionam-se.
São estas durações, intensidades e exploração de espaços em branco (desconhecidos) que tomam forma no processo de trabalho. Momentos, acontecimentos e instantes são a temporalidade que importa e que é trazida no fazer.

O processo subjacente à criação de um trabalho desta natureza constitui uma incógnita em que tudo está em aberto até ao fim. Lida com as características físicas dos materiais e a exploração das suas capacidades e limites, sendo cada gesto e pensamento suscetível de criar espaço à abertura de diferentes caminhos. As interseções de todos estes interesses estabelecem um terreno a partir do qual uma certa ideia de arqueologia pode ser explorada e ao fazê-lo, fundar uma prática que compreende todas as qualidades que reconhecemos no mundo colocando-as à disposição de um específico processo criativo.


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Ana Morgadinho nasceu em Lisboa (PT), onde vive e trabalha.
Fez a sua formação no Ar.Co (Centro de Arte e Comunicação Visual), Lisboa, onde concluiu o Curso de Pintura em 2007 e o Curso Avançado de Artes Plásticas em 2009. Fez ainda Projecto Individual de Artes Plásticas de 2009 a 2011 também no Ar.Co.
A partir de 2013 organiza e participa em exposições colectivas, em espaços independentes, de que se destaca (SSS) em Lisboa (2013), O Caminho Estreito Para O Sul Profundo, Espaço AZ em Lisboa (2014) e Coterie na Fundação Osório de Castro, Lisboa (2014).
Fez duas exposições individuais: Ábaco, Espaço AZ Lisboa (2015) e Terreno no Museu Geológico de Lisboa (2016). Participou em exposições colectivas como Périplos-Arte Portugués de Hoy no Centro de Arte Contemporâneo de Málaga, Espanha (2016), Tudo O Resto no P31 Hospital Júlio de Matos em Lisboa (2017) e Hábito na Igreja de S. Vicente, Évora (2018).