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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


CARLOS BUNGA / ANA SANTOS

The Architecture of Life. Environments, Sculptures, Paintings and Films / Anátema




MAAT
Av. de Brasília, Central Tejo
1300-598 LISBOA

22 JAN - 20 MAI 2019


Inaugurações: dia 22 de Janeiro, às 19h, no MAAT


"The Architecture of Life. Environments, Sculptures, Paintings and Films", de Carlos Bunga
Curadoria: Iwona Blazwick

“O meu projeto é uma espécie de arquitetura; não é um espaço real, mas uma ideia mental.” As estruturas esculturais e de pintura de Carlos Bunga (n. 1976) sugerem a arquitetura como corpo e espaço mental. A exposição começa com uma pequena maqueta de habitação social onde o artista cresceu. É o início de uma viagem desde a miniatura ao monumental. Usando apenas cartão e tinta, Bunga constrói maquetas arquitetónicas fantásticas, peças de mobília como esculturas e pinturas enquanto ambientes imersivos.
As suas obras conjugam uma poderosa materialidade com a evocação de estados psíquicos. Animado por filmes das suas ações e atuações, assim como documentação de uma década de obras, este é o primeiro grande panorama da obra de Bunga. Encenando ciclos de construção e destruição, Bunga explora estados de destituição e de nomadismo; a natureza da experiência espacial; e o potencial criativo e simbólico de uma ruína.


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"Anátema", de Ana Santos
Curadoria: Ana Anacleto

Tendo sido distinguida em 2013 com o Prémio EDP Novos Artistas, Ana Santos apresenta agora, a convite do MAAT, a exposição ANÁTEMA, reunindo um conjunto de obras inéditas que resultam da sua mais recente produção. Enquadrando-se no campo expandido da escultura – ou, mais concretamente, da produção de objetos – a sua prática assenta na procura de um muito particular estado de atenção. Promovendo o recurso à sensibilidade e à intuição como instâncias que permitem sublinhar a unicidade do ato criativo, as suas peças resultam de um processo de reflexão sobre as características formais, funcionais, morfológicas ou cromáticas de determinados materiais ou objetos encontrados e das relações que entre eles possa querer testar ou estabelecer. Interessa-lhe uma prática, muitas vezes reduzida à mínima ação possível, na qual os valores tradicionais da escultura – enquanto disciplina – são frequentemente questionados por meio da afirmação de uma ideia de precaridade, de estranheza, de não-pertença, de leveza ou de fragilidade.