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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


PEDRO CALHAU

O.F.F LAND




MÓDULO – CENTRO DIFUSOR DE ARTE (LISBOA)
Calçada dos Mestres, 34 A/B
1070-178 LISBOA

09 MAI - 15 JUN 2019


Inauguração: 9 de Maio, às 18h, na Modulo – Centro Difusor de Arte

O.F.F LAND é o nome escolhido para a terceira mostra na Modulo – Centro Difusor de Arte. O nome da exposição Our Founding Fathers Land (O.F.F Land) aponta para os aspectos particulares que podem ser associados às duas series a expor QUID PRO QUOD e OUR FOUNDING FATHERS.

Importa dizer duas coisas a respeito desta intenção. A primeira diz respeito ao enquadramento do ensemble deste momento expositivo. A segunda, dirá respeito, ao enquadramento conceptual que dá respaldo e sentido ao racional da exposição.

Esta exposição reúne uma colecção de pinturas, feitas para o efeito, que constituem o segundo olhar sobre a serie QUID PRO QUOD. Sendo “a primeira parte” desta serie composta por trabalhos focados “na personagem” de um vulcão; surgiu o interesse de tentar desenvolver trabalhos mais próximos de uma ideia de paisagem que, de resto, a ideia da serie convoca. Desse modo, surgiram oito trabalhos, com os quais se conta para fazer uma parte do ensemble da exposição. A outra parte será preenchida com dois a três desenhos da serie Our Founding Fathers, exibida (numa pequena porção) na ultima Drawing Room em Lisboa, e que agora, em relação com estes novos trabalhos, se espera poder trazer novos significados para o conjunto da montagem. Vai ainda, fazer parte da exposição, uma edição de gravura alusiva a estas series, apontando para aspectos conceptuais da pratica.

De um ponto de vista mais conceptual, a natureza alargada, desta serie de trabalho vai de encontro a assuntos que têm pautado o meu trabalho, nos últimos anos. Desde 2014, ao lado do trabalho de ateliê (e na sua maior parte, despoletado, a partir daí), a minha prática tem vindo a bifurcar-se entre um pensamento plástico orientado no primeiro momento por um problema inicial e num segundo, na organização de todo o remanescente de material teórico e imagético que lhe dá respaldo. Material que só por si, é pródigo em abrir caminhos diferentes, daqueles, que as series de pinturas e desenhos colocam. Desse modo, nos últimos tempos é normal a mostra de trabalho, seja de pintura ou desenho, vir acompanhada de reflexos mais teóricos, desse pensamento na forma de livros de artista. Neste caso não vai ser diferente.

No seu compito geral, esta serie, parte de uma ideia simples de pintura. A ideia de que quando inscrevemos uma linha continua de uma ponta à outra de uma tela (ou folha de papel) estarmos a “fazer uma linha de horizonte”. Pensamento que pode ser também tido na linha que delimita o espelho de agua que se apresenta diante dos vulcões em todos estes trabalhos. Falar do médium da pintura, nestes termos, é inscrevê-lo na sua tradição, comprometido com os assuntos de que pode tratar, sem descorar em momento algum, o seu papel como uma parte, e não o todo, daquilo que constitui a minha prática.

Ao apresentá-lo com as cabeças da serie O.F.F. espero puder abrir uma conversa sobre a natureza da pintura, apontando para aquilo a que Heiddegger chamou de ser-obra. Que não é mais do que o trazer para a frente as forças que se jogam, na dicotomia entre o que uma coisa é e o que pode, e aquilo, que face ao tempo e as suas contingências, ela acaba por ser.

No caso da serie QUID PRO QUOD (uma coisa pela outra; do latim) a dicotomia entre o vulcão e o reflexo da agua. No caso de O.F.F (our founding fathers) a dicotomia entre uma ideia sempre presente de retrato e a sua execução a partir de figuras de gesso, que em boa verdade só representam aquilo que são. Assuntos, que serão desenvolvidos num livro de artista, a lançar no decorrer da exposição.

Pedro Calhau