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Como silenciar uma poeta


Susana Mendes Silva
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ARQUIVO:

O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


SUSANA MENDES SILVA

Como silenciar uma poeta




MNAC - MUSEU DO CHIADO
Rua Serpa Pinto, 4
1200-444 LISBOA

10 JUN - 30 AGO 2020


INAUGURAÇÃO: 10 de Junho, na Sala Polivalente do Museu Nacional de Arte Contemporânea


Como silenciar uma poeta
Exposição e Performances
Susana Mendes Silva


Para além da Exposição, na Sala Polivalente do MNAC, o projeto ainda conta com duas performances — "Tradução #1" e "Tradução #2" — e a leitura performativa da conferência "De mim", que a poeta e novelista Judith Teixeira publicou em 1926.


Performances:
Leitura “De mim”, com Marta Rema - Museu Nacional de Arte Contemporânea
21 de junho, 15h30

Tradução #1 com Alda Calvo - Faculdade de Belas Artes UL
Data e horário a anunciar.

Tradução #2 com Patrícia Carmo - Estúdios Victor Córdon
Data e horário a anunciar.




[Integrado no ciclo "As coisas fundadas no silêncio", um programa com direcção artística de Marta Rema, com nove actividades em Lisboa a decorrer até final de 2020]


:::


"A história literária está manchada de silêncios, desde os que se escondem aos que deixam de publicar, passando pelos que nunca chegam a publicar. Por outras palavras, há dois tipos de silêncio: um para o que é dito e o que permanece por dizer, e outro para quem tem direito a falar e quem é forçado a ficar calado. O silêncio é o lugar da morte, do nada. Mas não há silêncio sem fala. Não há silêncio sem o ato de silenciar.

Integrada no projeto As coisas fundadas no silêncio, "Como silenciar uma poeta", exposição inédita de Susana Mendes Silva, parte da apreensão do livro “Decadência” da poeta Judith Teixeira que foi queimado em 1923, no Convento de São Francisco, nas antigas instalações do Governo Civil de Lisboa com entrada pela Rua Capelo, hoje parte integrante do Museu Nacional de Arte Contemporânea.

O livro tinha sido alvo de uma polémica sobre a (i)moralidade da arte, que envolveu também António Botto e Raul Leal. Ainda assim, Judith Teixeira foi diretora de uma revista, escreveu um manifesto artístico modernista e publicou mais dois livros de poesia. A tensão erótica e a insubmissão femininas inscritas na sua obra, denotam a dimensão da transgressão que protagonizou. Enterrada viva, foi imerecidamente eliminada da memória coletiva e da história literária até recentemente, sem dúvida muito devido ao conteúdo lésbico em vários dos seus poemas, o que faz também da poeta um expoente da literatura lésbica e queer portuguesa.

A artista plástica Susana Mendes Silva desenvolve um projeto expositivo que inclui duas performances — "Tradução #1" e "Tradução #2" — e a leitura performativa da conferência "De mim"."

Marta Rema