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Air Through Soft Solids (Part II)


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ARQUIVO:

O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


DIOGO TUDELA

Air Through Soft Solids (Part II)




GALERIA PRESENÇA (PORTO)
Rua Miguel Bombarda, 570
4050-379 PORTO

26 SET - 31 OUT 2020


Inauguração a 26 de Setembro 2020, às 16h


Air Through Soft Solids (Part II)
Diogo Tudela

Curadoria de: Nuno Crespo


A exposição de Diogo Tudela na Galeria Presença no ano de comemoração dos 25 anos desta galeria, deve entender-se a partir da sua condição sonora: nesta instalação, que se prolonga pelos 3 espaços da galeria, o artista usa diferentes dispositivos sonoros e visuais para abordar os interditos associados às imagens, bem como o modo como os processos de vocalização e sonorização nos mostram regiões da experiência humana de outro modo inacessíveis.

O artista não faz isto através de composições sonoras ou musicais mas recolhe, gera e manipula sons destituídos de qualquer valor cognitivo, ou seja, não pretendem representar nada. Muitas vezes são os sons que tomam a dianteira e modulam, transformam, granulam as imagens que são transformadas pelo som ao ponto do seu irreconhecimento e, portanto, perdendo qualquer poder enquanto signo visual. O que o artista faz é operar uma reconfiguração das imagens a partir da manipulação da sonoridade das imagens, ou seja, o som torna-se no modelo da imagem e gera novos corpos, novas imagens, novas experiências. Num certo sentido, trata-se de uma destruição das convenções das representações pictóricas através da provocação de uma experiência onde se acentua o desfasamento entre as imagens, o som e a maneira como corpos e objectos vão aparecendo e desaparecendo.

A inteligência do conjunto de dispositivos sonoros, visuais e espaciais é sofisticada e a maneira como o artista mostra o coração tecnológico das suas obras torna evidente a exigência das soluções de engenharia, dos modelos computacionais para o processamento de imagens entre muitos outros processos tecnológicos. No entanto, DT nunca permite que seja o aparato tecnológico a dominar os seus projectos anulando a experiência da obra enquanto experiência estética. É aliás uma das mais interessantes características do trabalho deste artista, de que esta exposição é um bom exemplo, o modo como a tecnologia e a sua manipulação nunca são um fim em si mesmo, mas ferramentas usadas pelo artista na construção de experiências esteticamente interessantes e libertas dos constrangimentos tecnológicos.

Nuno Crespo