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ARQUIVO:

O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


OS ESPACIALISTAS

A E I O U: Os Espacialistas em Pro(ex)cesso




COLÉGIO DAS ARTES DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA
Colégio das Artes, Apartado 3066
3001-401 COIMBRA

16 OUT - 31 JAN 2021


Inauguração da exposição 16 de outubro (Colégio das Artes da Universidade de Coimbra ) às 18h: “A E I O U: Os Espacialistas em Pro(ex)cesso” + Arte em Processo II: “Objectos Sujeitos a Trajectos. Várias acções às voltas num claustro, com Os espacialistas (performance)




A E I O U: OS ESPACIALISTAS EM PRO(EX)CESSO

Curadoria: Mestrado em Estudos Curatoriais


No Laboratório de Curadoria, espaço experimental destinado ao Curso de Mestrado em Estudos Curatoriais do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, a teoria e a prática complementam-se através de metodologias ativas de caráter transdisciplinar de articulação entre vários modos de ver e fazer.

Do contacto direto entre artistas convidados, alunos, docentes e comunidade em geral, surge a oportunidade de desenvolver projetos coletivamente desenhados onde predominam os conceitos de educação, arte, ação e experimentação. O espaço expositivo e a sala de aula fundem-se para que a aprendizagem se estenda e deambule pelas diversas áreas de conhecimento promovidas pela experiência in situ.

Numa recente parceria com o TAGV, o Laboratório de Curadoria desenvolve o projeto A E I O U: Os Espacialistas em Pro(ex)cesso, que correlaciona a Arte e a Arquitetura num discurso híbrido p/referente à investigação e à ação.

No espaço das galerias do Colégio das Artes e no claustro, estes artistas-arquitetos partem da relação com a Universidade de Coimbra no seu todo, numa ação intervalar que se situa entre a palavra e o gesto, a sala de aula e o espaço expositivo, o objeto e a sua (re)dimensão...

São assim as cinco salas expositivas uma p/referência ao modo de vida espacialista, ao espaço que é a escola, ao objeto que é o manual escolar e ao pensamento que se expande e abrange o confronto transdisciplinar. Um abecedário é aqui, e agora, construído e espacializado enquanto habitat do conhecimento e por isso, cada sala corresponde a uma vogal que por si só constitui o primeiro processo de aprendizagem linguística.

Partindo da ideia de tábula rasa do conhecimento que é moldável, a exposição A E I O U: Os Espacialistas em Pro(ex)cesso é a materialização de um desdobrar de possibilidades infinitas que enaltecem a educação e a transdisciplinaridade que é capaz de o/fender outras áreas do conhecimento a partir do ato de (re)fazer. É uma espécie de jogo à escala do espaço, do corpo e da linguagem onde a (re)dimensão objetual nos transporta para a (re)criação que, muitas vezes excessiva, torna o objeto capaz de se emancipar ao ponto de transladar da escala de uma mão à escala de elemento arquitetónico habitável.

Um modus operandi que nos incentiva a (re)pensar, (re)avivar a memória e (re)continuar um processo investigativo pedagógico da arte em constante construção, servindo-se dos seus diversos espaços de r/existência que se manifestam sob a forma de apresentações públicas, do seu L.AR ou da Loja Espacialista para manter viva a ligação entre a arte e o encontro enquanto espaço para a Arte Direta, na qual o Espacialista está sempre presente. No projeto A E I O U: Os Espacialistas em Pro(ex)cesso, os artistas em exposição são convidados a edificar ligações entre a arquitetura e a arte em conjunto com a teoria e a prática, cuja obra resultante desse exercício, ativada pelo gesto e ligação corpo-objeto no espaço, se revela através da experiência in situ - o principal agente mediador das suas ações. Mais ainda, A E I O U: Os Espacialistas em Pro(ex)cesso é o primeiro projeto espacialista em que o processo se torna visível enquanto parte integrante da exposição, onde existe um pro(ex)cesso condutor de uma possibilidade interpretativa infindável em torno da educação, da arte e da arquitetura que rege simultaneamente a índole d’Os Espacialistas enquanto coletivo de artistas-arquitectos e deste projeto onde o pensamento, a perceção e o diagnóstico da realidade quotidiana cabem num frame fotográfico.

A dimensão pedagógica deste projeto amplia-se ainda sob a forma de residência artística envolvendo os alunos do Departamento de Arquitetura da FCTUC e os alunos de Estudos Artísticos da FLUC e desenrolar-se-à na semana de montagem da exposição. O processo investigativo continua agora após a visita ao L.AR, Laboratório de Arquitectura e Arte – Laboratório Espacialista e com o intuito de tornar lúdico, e presente, o processo de espacialização da palavra e do gesto.


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Os Espacialistas

Habitando num limbo entre a arquitetura e a arte contemporânea, Os Espacialistas são um projeto transdisciplinar laboratorial de consciencialização e criação de práticas situadas entre a arte, a arquitectura e a educação formado em 2008, que ambiciona a (re)ocupação, a (re)formulação e a (re)descoberta dos espaços.
Desde sempre, com o auxílio do kit “espacialista” e regidos pelos artigos espacialistas como modus operandi, partem em busca de novos significados e potencialidades do mundo, promovendo a relação entre Arte, Arquitectura e Educação, todas elas na génese transdisciplinar de um projecto que vê todos os objectos mundanos como “dispositivos de pensamento, percepção e diagnóstico da realidade quotidiana”, recorrendo à fotografia ou esquisso fotográfico como ferramenta documental essencial para perpetuar todas as (re)ações.
O seu nome, em iminente referência linguística ao espacialismo de Lucio Fontana, amplia-se em variadas p/referências conceituais e criativas, regidas por práticas artísticas e investigativas p/referentes à arte minimalista, na qual a experiência in situ é o ponto de partida da ação e o principal motor da exploração artística e do conhecimento que culminam na transdisciplinaridade de acção e conhecimento.
Os Espacialistas ao longo destes anos têm vindo a desenvolver um vasto corpo de trabalho transdisciplinar, do qual se destacam projetos de arquitetura, exposições de fotografia, vídeos, instalações, espaços cénicos, performances, oficinas, seminários, ilustrações fotográficas e colaborações literárias e inúmeras publicações