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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


ALEXANDRE ESTRELA

Um Mês Acordado




ZDB - GALERIA ZÉ DOS BOIS
Rua da Barroca, 59
1200-049 LISBOA

21 JAN - 21 FEV 2022


Inauguração: 21 Janeiro 2022, das 18h às 22h, na Galeria Zé dos Bois – Lisboa



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Um elemento comum no registo expositivo de Alexandre Estrela, é que os títulos não são o que parecem. “Acordado”, uma das palavras no título, tem um duplo significado. Significa estar acordado, mas também algo que foi acordado, assim, o título pode ser entendido como Um Mês Desperto ou Um Mês de Acordo. Mas porque é que estas duas ideias estão ligadas em português? Será o despertar em si um acordo com a realidade? O sono uma quebra de contrato com o real?

Um Mês Acordado revela as capacidades cognitivas do espectador sem dormir, questiona a perceção da realidade e, de certa forma, espelha o olhar de alguém permanentemente preso num estado desperto. A exposição conta os relatos de um insone, através de simples técnicas experimentais de realização de filmes, que montam “armadilhas perceptivas”, desencadeando luzes entópticas e zumbidos indesejáveis, uma alucinante experiência extracorporal próxima do chamado cinema do prisioneiro.

A exposição está ancorada em duas ideias fundamentais: que noites de insónias crónicas podem trazer clarividência e que existe uma partitura universal embutida na maior parte da música contemporânea. Para esta experiência comportamental foi acordado que a Galeria Zé dos Bois permanecerá aberta durante 24 horas por dia, 7 dias por semana durante o período de um mês, apresentado obras de arte insones a um público inquieto. Imagens e sons que irão assombrar o observador a um ponto em que as ilusões se tornam concretas.



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Alexandre Estrela Lisboa, Portugal. 1971. O trabalho de Alexandre Estrela é uma investigação sobre a essência das imagens que se expande no espaço e no tempo através de diferentes suportes. Nos seus vídeos e instalações, Estrela examina as reações psicológicas do sujeito às imagens nas suas interações com a matéria. Cada peça convoca experiências sinestésicas, ilusões visuais auditivas, sensações aurais e cromáticas que funcionam como armadilhas perceptivas, que conduzem o sujeito a níveis conceptuais. Com esta estratégia, Estrela está constantemente a fragmentar a visão em dimensões sensíveis em direcção ao invisível e inaudível.