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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


DANIEL DEWAR & GRÉGORY GICQUEL

O Nu e a Madeira




CULTURGEST
Edifício Sede da Caixa Geral de Depósitos, Rua Arco do Cego
1000-300 LISBOA

29 JAN - 22 MAI 2022


Inauguração dia 28 de janeiro, das 18 às 21h


Dewar & Gicquel, uma das mais internacionais duplas de artistas da atualidade, pela primeira vez em Portugal



"A razão para usar determinado material é o tema. Mas o inverso também é verdade." Dewar & Gicquel


A exposição reúne um conjunto de esculturas manufacturadas pela dupla, em escultura em madeira e mármore, bem como dois vídeos, um deles é um trabalho inédito, concebido propositadamente para esta exposição.

O trabalho destes artistas faz uma espécie de revisão histórica da escultura. Da tecelagem à escultura em granito, da cerâmica ao baixo-relevo em madeira, o trabalho artístico de Daniel Dewar & Grégory Gicquel cria uma humorada – embora erudita – mistura de tipos e tradições. Os motivos que utilizam nas suas obras podem ter origem nas efígies reclinadas medievais tanto quanto nas formas de abstração desenvolvidas por alguns artistas na segunda metade do século XX. A abrangência da atenção da dupla permite que os seus trabalhos, como acontece com algumas das peças apresentadas agora na Culturgest, guardem semelhanças com algumas esculturas arqueológicas, embora não descartem uma estranheza e um apelo grotesco que as dota de uma peculiar singularidade.

Daniel Dewar (Forest of Dean, Reino Unido, 1976) e Grégory Gicquel (Saint-Brieuc, França, 1975) conheceram-se na Escola de Belas-Artes de Rennes, em França, em 1997, ano em que iniciaram a sua colaboração artística. O seu percurso começou com a apresentação no espaço público, e sem anúncio prévio, de performances de longa duração (as oito horas de expediente) nas quais reproduziam, uma e outra vez, gestos ou ações aparentemente simples e mundanas, como fazer ressaltar uma bola no chão ou comer um gelado. Esta ideia de compromisso e de tarefa aliou-se, pouco depois, a uma obsessão pela autonomia produtiva e pela independência de todo o tipo de serviços terceiros, circunstância que os lançou numa épica viagem pela recuperação de misteres tradicionais como o trabalho em terracota, madeira, pedra ou têxtil, e inclusive pela conceção dos próprios instrumentos com que transformam estas matérias.

O resultado deste trabalho oferece-nos vislumbres de um mundo em tudo semelhante ao nosso, apenas ligeiramente distorcido: aumentado, fragmentado, duplicado, fundido, falhado, miscigenado, metamorfoseado, como se estes objetos fossem instâncias de um universo paralelo onde o absurdo não é sinal de uma angústia existencial, mas precisamente do seu contrário.

O método de trabalho de Dewar e Gicquel mantém os traços dos primeiros anos de colaboração entre os artistas, em que a repetição dos processos reforça a importância que atribuem ao trabalho artesanal. Não existindo qualquer dispositivo eletrónico entre o artista e a obra, as criações dos artistas são elaboradas à mão pelos próprios deixando percetíveis defeitos e distorções.