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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


COLECTIVA

Problemas do Primitivismo – a partir de Portugal




CENTRO INTERNACIONAL DAS ARTES JOSÉ DE GUIMARÃES
Avenida Conde Margaride, nº 175
4810-535 GUIMARÃES

18 MAI - 18 MAI 2024


INAUGURAÇÃO: 18 de Maio às 17h00 no CIAJG, Guimarães

Curadoria: Mariana Pinto dos Santos e Marta Mestre



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Pode considerar-se que aquilo que ficou conhecido como «primitivismo» tem uma longa história, mas foi no fim do século xix e princípio do século xx que se expressou de forma inequívoca. A colonização e os fascismos, e o desenvolvimento da cultura e do consumo de massas no seio do mal-estar da Europa, impulsionaram o fascínio e a fetichização em torno de culturas que foram consideradas «remotas», «primordiais», «primitivas», «ingénuas», «arcaicas», «selvagens», «primevas», entre outras designações. A apreciação e valorização por artistas, intelectuais e marchands de objetos vindos de territórios não europeus, na maioria colonizados, mas também vindos de contextos locais, como a arte popular, a par do desenvolvimento exponencial das técnicas de reprodução de imagens fizeram irradiar a estética primitivista na cultura visual da modernidade no Ocidente.

O primitivismo foi uma via para a arte se renovar e afirmar como moderna, uma prática artística do retorno às origens e dos (re)começos. Operou uma verdadeira revolução estética na arte ocidental do século xx, e ao mesmo tempo esvaziou a temporalidade e a história dos objetos que considerou «primitivos», remetendo-os para um passado longínquo indeterminado. Em tempo de fascismos e imperialismos, tanto foi ferramenta nacionalista e de legitimação do projeto colonial, como ferramenta libertária e anticolonial, pois muitos intelectuais e artistas beberam no ideário primitivista movidos pela vontade de subversão da ordem social estabelecida. Porém, os estereótipos, preconceitos, e a visão homogénea sobre o «Outro», estiveram presentes nos vários usos, por vezes conflituosos e antagónicos, do primitivismo.

Problemas do Primitivismo — a partir de Portugal é uma exposição que, assente numa pesquisa ampla em arquivos e coleções portuguesas, interroga o «primitivismo» e as contradições desse processo histórico e cultural a partir deste país. De cunho investigativo e experimental, e sem pretensão de esgotar o assunto, a proposta curatorial convoca todo o museu para uma abordagem crítica através de uma polifonia de vozes nas fontes e nos autores e artistas convidados a participar.

Seis palavras-chave, permeáveis entre si, organizam a exposição: Civilização, Museu, Ingénuo, «Mar Português», «Jazz-Band» e Extração. Através delas, dá-se a ver não uma cronologia fixa, mas percursos e correlações diagramáticas, fluxos, tensões e sinapses entre textos e imagens, bem como a interação entre «alta» cultura e cultura de massas, entre a história, a história da arte, a política, a antropologia e a economia, e também a estrutura ideológica, social e cultural sobre a qual assentou a disseminação de uma visualidade intensa relacionada com a ideia de «primitivo».

A exposição aborda os problemas do primitivismo a partir de Portugal nas suas relações com o contexto da ditadura, da colonização, do anticolonialismo e do pós-colonialismo, numa máquina visual impregnada de imagens e referências artísticas e culturais que problematiza a invenção do «primitivo» e a sua persistência até à contemporaneidade.


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Artistas, autoras e autores (seleção)

Obras, reproduções, textos e citações


Achille Mbembe, Aimé Césaire, Alexandre Alves Costa, Álvaro de Campos, Amadeo de Souza-Cardoso, Amadou-Mahtar M’Bow, Amílcar Cabral, André Lepecki, António Areal, António Ferro, Bernardo Marques, Boris Groys, Canto da Maya, Cottinelli Telmo, Cristina Roldão, José Augusto Pereira e Pedro Varela, Cruzeiro Seixas, Deirdre Evans-Pritchard, Diogo de Macedo, Édouard Glissant, Eduardo Batarda, Eduardo Malta, Eduardo Viana, Egídia Souto e Philippe Charlier, Elo Vega + Rogelio López Cuenca, Ernesto de Sousa, Felwine Sarr e Bénédicte Savoy, Fernando de Azevedo, Françoise Vergès, Franklin Vilas Boas, G. de Medina Camacho, Ilídio Candja Candja, Joana Cunha Leal, Joaquim Rodrigo, Jorge Barradas, José de Almada Negreiros, José de Guimarães, José Neves, José-Augusto França, Júlio Reis Pereira, Karl Marx, Kaúlza de Arriaga, Kiluanji Kia Henda, Ludgero Almeida, Malangatana, Marcelo Caetano, Margarida Cafede Moura, Maria Cardeira da Silva, Maria Keil, Mariana Pinto dos Santos, Mário Cesariny, Mário Domingues, Mário Novais, Marlene Monteiro Freitas, Marta Mestre, Michael Hardt e Toni Negri, Nuno Porto, Oswald de Andrade,Pancho Guedes, Paul Gilroy, Pêro Vaz de Caminha, Pierre Francastel, Querubim Lapa, Rita Chaves, Rizvana Bradley e Denise Ferreira da Silva, Rosa Ramalho, Tarsila do Amaral, Tiago Saraiva, Uliano Lucas, Uriel Orlow, Vera Mantero, Vera Marques Alves, Virgílio Correia, Wladimir Brito

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Arquivos e museus (seleção)

Almanak Silva, Arquivo Nacional Torre do Tombo, Biblioteca de Arte Gulbenkian, Biblioteca/Mediateca do Museu Nacional de Etnologia, Biblioteca Nacional de Portugal, BLX-Hemeroteca Municipal de Lisboa, Casa Comum/Fundação Mário Soares e Maria Barroso, CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Centro de Arte Moderna – Fundação Calouste Gulbenkian, Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, Coleção Fundação Millenium bcp, Departamento de Conservação e Restauro (DCR), Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia (CIUHCT), Diamang Digital – Universidade de Coimbra, Diamang.com, Ephemera – Biblioteca e Arquivo de José Pacheco Pereira, Fundação Cupertino de Miranda, Herança de Amancio e Dorothy D’Alpoim Guedes, Manufactura de Tapeçarias de Portalegre, Museu Bordalo Pinheiro, Portal Revistas de Ideias e Cultura, RTP Arquivos, Sociedade Martins Sarmento