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ÀS ESCURAS


Rosa Carvalho
Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva, Lisboa

ARQUIVO:

O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


ROSA CARVALHO

ÀS ESCURAS




MUSEU ARPAD SZENES - VIEIRA DA SILVA
Praça das Amoreiras, 56
1250-020 LISBOA

27 JUN - 06 OUT 2024


INAUGURAÇÃO: 27 de Junho às 18h30 no Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva, Lisboa

Curadoria: Isabel Carlos



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A exposição reúne um conjunto de mais de 200 trabalhos, em desenho, pintura e objectos tridimensionais, provenientes do espólio pessoal da artista, numa rara ocasião de contactar com a obra de Rosa Carvalho, cuja última exposição individual foi há mais de uma década, em Bruxelas.


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Rosa Carvalho tem-se afirmado desde os meados dos anos 80 do século passado como uma pintora figurativa em que as temáticas da paisagem e as referências à história da arte antiga foram dominantes. Nos últimos anos, já no séc. XXI, a artista iniciou uma outra linha de trabalho: a construção de pequenas maquetes-esculturas de paisagens feitas com materiais reciclados e com o que está à mão — uma caixa de cigarrilhas, uma caixa de madeira, redomas de vidro —, num processo de reciclagem e transformação de materiais e objectos e o recurso às miniaturas — pessoas, árvores, casas — usadas para os modelos miniaturas dos comboios elétricos. A artista pinta numa sala sem janelas, sem contacto com o exterior, sem luz natural, na escuridão: a tela é somente iluminada pela luz do projector, sem ver claramente as cores das tintas que estão ao lado e que vai buscando às cegas, só se revelando quando já estão vertidas no suporte da tela ou do papel. Mas, «às escuras», não somente pelo processo de criação, mas também porque estas obras são um retrato poderoso de um mundo em que hoje vivemos, potencialmente apocalíptico na existência de múltiplas guerras, nos desastres naturais cada vez mais comuns, na emergência climática — como que afirmando que, perante o excesso do mundo e de imagens em circulação, só podemos ser ainda mais excessivos no modo como se mistura, em contínuo, mundo animal e mundo humano, como se representa paisagens bucólicas, mas atravessadas pela destruição e extinção em potência, como que esperando que depois da escuridão se encontre a luz.

Isabel Carlos, em Lisboa, Maio, 2024