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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


FLáVIA VIEIRA

Pau-Campeche




GALERIAS MUNICIPAIS - GALERIA DA BOAVISTA
Rua da Boavista, 50
1200-066 LISBOA

16 ABR - 31 AGO 2025


INAUGURAÇÃO: 15 de abril, às 18h, na Galeria da Boavista


Pau-Campeche
Flávia Vieira

16.04.2025 – 31.08.2025

Curadoria: Sofia Lemos


As plantas não começam no início. Emergem do meio, do âmago das coisas, nem inteiramente da terra nem plenamente do céu. Entretecem-se através do mundo, enterrando as suas raízes no solo enquanto se estendem em direção à atmosfera, sempre em movimento, sempre em conexão. Convidam-nos a viajar com elas, a seguir os seus percursos no tempo e no espaço.

Formada em Belas Artes no Porto e radicada no Brasil há quinze anos, Flávia Vieira trabalha com escultura, têxteis e cerâmica, numa exploração das histórias culturais do fazer. A sua investigação sobre pigmentos naturais informa o seu conceito de «diásporas botânicas» – o entrelaçamento contínuo da natureza, história e cultura à medida que as sementes migram e as plantas são desenraizadas e replantadas noutros lugares, impactando os seus entornos. Em Pau-Campeche, a artista desenvolve esta ideia por meio de paisagens fílmicas e escultóricas inspiradas na árvore com o mesmo nome.

Aqui, o pau-campeche é simultaneamente testemunha e agente das histórias interligadas do comércio colonial e da expressão artística. O corante negro profundo extraído do cerne da árvore tingia outrora as vestes das elites europeias de uma escuridão resplandecente, transformando o pigmento em poder. Mas a árvore em si foi sempre elusiva – valorizada, extraída, mas nunca totalmente possuída. Símbolo do desejo e da deslocação, ela recorda-nos que as vidas vegetais lançam longas sombras, sussurrando histórias inacabadas e convidando-nos a escutar.