COLECTIVAKim Hunter Descendo uma EscadaCONVENTO DE SANTO ANTóNIO Rua de Nossa Senhora da Piedade, Loulé 8100-705 22 AGO - 18 OUT 2025 INAUGURAÇÃO: 22 de agosto, à s 18h, no Convento de Santo António, em Loulé Exposição colectiva "Kim Hunter Descendo uma Escada" Artistas: Inês Brites, Sara Fonseca da Graça, Diana Policarpo e Alexandra Ramires Curadora: Susana Pomba Inaugura a 22 de agosto no Convento de Santo António, em Loulé, a exposição coletiva "Kim Hunter Descendo uma Escada", que reúne os trabalhos das artistas portuguesas Inês Brites, Sara Fonseca da Graça, Diana Policarpo e Alexandra Ramires. Com curadoria de Susana Pomba, esta exposição é o resultado de uma residência curatorial e artÃstica feita na associação cultural Alfaia em novembro de 2024, reunindo obras inéditas e outras pré-existentes, em suportes como escultura, filme, peças sonoras, desenho ou instalação. O tÃtulo faz referência a uma fotografia pouco conhecida em que vemos a atriz americana Kim Hunter numa escadaria, com um casaco, boné, mala, luvas e óculos, pronta para a tempestade. Neste contexto essa imagem é uma maneira de referenciar as condições meteorológicas do Algarve, as dinâmicas da sua ocupação durante o ano, e problemas como a falta de água e do seu uso excessivo por atividades de luxo. Entre muitos papéis notáveis, Kim Hunter foi Stella Kowalski ao lado de Marlon Brandon, no filme "Um Elétrico chamado Desejo" realizado em 1951 por Elia Kazan. Numa cena icónica, Stella desce uma escadaria ao encontro de Stanley. O movimento das mulheres "descendo as escadas" é uma piscadela de olho a "Nu Descendo uma Escada" de Marcel Duchamp, e a uma das suas origens, as imagens fotográficas de Eadweard Muybridge, mas também à s subsequentes apropriações feitas ao longo do século XX, por artistas como Gerhard Richter, por exemplo. "O ponto de partida desta residência é pensar o território do Algarve em diálogo com o ecofeminismo, um termo nascido nos anos 1970 do século XX, introduzido pela autora Françoise d'Eaubonne, que pensa os estudos e lutas de género em direta relação com a ecologia, a justiça climática e a relação dos humanos com o mundo natural", afirma a curadora Susana Pomba. Esta exposição de entrada livre, que estará patente no Convento de Santo António até ao dia 18 de outubro, é fruto de uma colaboração ente a Alfaia e as Galerias Municipais de Loulé. SOBRE AS ARTISTAS: Inês Brites (1992, Coimbra) e trabalha com escultura, instalação e media, referindo-se ao que é familiar: uma conversa entre rejeição, fragilidade, reconhecimento e afeto. Jogando com técnicas pouco ortodoxas e a tactilidade, questiona as possibilidades de representar a vulnerabilidade e a nossa relação com objectos, corpos e natureza. A sua obra escultórica resulta de uma rede entre objectos encontrados e produzidos que se processam de forma exploratória na análise dos materiais e suas finalidades, mutantes, contraditórias e regidas pela curiosidade impermeável de relacionar materialidades, passado, humor, composições acidentais, encenações, ilusões. A sua abordagem questiona o significado dos objectos, explorando o impacto destes corpos em nós, nas nossas sociedades, através das memórias que recordam as nossas intimidades. Diana Policarpo (1986, Lisboa) é artista visual e compositora, actualmente a desenvolver a sua actividade artÃstica entre as artes visuais, música electroacústica e a performance multimédia. O seu trabalho investiga cultura popular, saúde, polÃtica de género e relações interespécies, justapondo a estruturação rÃtmica do som como um material tátil dentro da construção social da ideologia esotérica. Exposições individuais e screenings recentes incluem Rialto 6, Lisboa (PT), Manifesta 15, Barcelona (ES), McaM Xangai (CH), Biennale Gherdëina (IT), Kunsthall Aarhus (DK), Helsinki Biennial (FI), Fondazione Sandretto Re Rebaudengo (IT), RADIUS CCA (NL), CRAC Occitanie (FR), Ocean Space (IT), Kunsthall Trondheim (NO), MAAT, Lisboa (PT), Kunsthall Oslo (NO), Kunstverein Leipzig (DE), Kunsthall Baden-Baden (DE), Whitechapel Gallery, ICA e LUX - Moving Image em Londres (UK). Foi vencedora do Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2019 e Prémio illy Present Future 2021. Sara Fonseca da Graça (1992, Almada). Artista transdisciplinar, licenciada em Teatro-Atores pela ESTC. Através da fusão de práticas artÃsticas navega por espaços liminares entre a ficção e biografia procurando mapear processos de cura. Com uma obra composta por ilustrações, pinturas e textos que dão origem a livros, que viram instalações e se transformam em performances, o cruzamento disciplinar serve como reflexo das interseccionalidades que atravessam a sua experiência e como veÃculo para transformar linguagens e criar imaginários seguros. Alexandra Ramires (1987), licenciou-se em 2010 no curso de Pintura nas Belas Artes em Lisboa. Desenvolve trabalho em animação desde 2009. Em 2013 chegou ao Porto para trabalhar no estúdio de animação da produtora Bando à Parte; atual cooperativa - BAP - Estúdio de Animação, da qual é membro fundador. É Realizadora do filme "ELO" (2020) e corealizadora juntamente com Laura Gonçalves dos filmes "Ãgua Mole" (2017) e "Percebes" (2024). SOBRE A CURADORA Susana Pomba (1974, Lisboa) é curadora independente e ensaÃsta. É fundadora e coordenadora do projeto, "É um Oceano," eumoceano.pt. Comissariou também, "Old School", uma série de 50 eventos de uma noite (2011-2018) no Teatro Praga, em Lisboa, que contou com mais de 50 artistas; é responsável também pela exposição "A Oficina de Pintura Encarregar-se-á das Partes Pintadas do Cenário" (2019) na Galeria Quadrum; e o projeto de escrita Empty Exhibit Cases, para ext.maat.pt. Ao longo de mais de 20 anos tem colaborado com diversas publicações e instituições culturais, através da redação de textos e ensaios, edição, tradução e fotografia. Licenciou-se em Pintura, com Curso de Especialização em Estudos Curatoriais (FBAUL/Gulbenkian). Neste momento encontra-se a fazer um doutoramento em Literaturas, Artes e Culturas Modernas na Faculdade de Letras (UL). |
















