Links

Subscreva agora a ARTECAPITAL - NEWSLETTER quinzenal para saber as últimas exposições, entrevistas e notícias de arte contemporânea.



ARTECAPITAL RECOMENDA




Outras recomendações:

O NORTE DE ONTEM - Obras da Colecção dos Encontros de Fotografia


COLECTIVA
Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, Chaves

21 minutes pour une image


José Maçãs de Carvalho
CAPC - Círculo de Artes Plásticas, Coimbra

ZAPPING: TELEVISÃO COMO CULTURA E CONTRACULTURA


COLECTIVA
gnration, Braga

Armadilhas & Cadeados


Heron P. Nogueira
Galeria 111, Lisboa

Escolha o Título


OTIA TVTA
Galeria Diferença, Lisboa

A Coleção da CHPR em diálogo com a Coleção da artista / Costumes and pictures: o vestuário na obra de Paula Rego


Paula Rego
Casa das Histórias Paula Rego, Cascais

Anjos do Apocalipse


Graça Morais
Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, Bragança

Salão Anual dos Sócios


COLECTIVA
Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa

Há mais para além do que os olhos conseguem ver | Cosmocópula


Luisa Cunha | Andreia Santana
CAV - Centro de Artes Visuais, Coimbra

4 Elementos


COLECTIVA
Convento São Francisco, Coimbra

ARQUIVO:

O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


ALINE MOTTA, SOFIA YALA E YASSMIN FORTE

Emotional Encounters




MNAC - MUSEU DO CHIADO
Rua Serpa Pinto, 4
1200-444 LISBOA

20 NOV - 01 FEV 2026


INAUGURAÇÃO: 20 de Novembro, 18h00, no Museu Nacional de Arte Contemporânea



Emotional Encounters

Curadora de Elina Heikka


ARTISTAS:
Aline Motta, Sofia Yala e Yassmin Forte



A nossa relação com fotografias antigas de família e álbuns fotográficos é profundamente emocional. Ao folhearmos velhas fotografias, somos confrontados com memórias boas e preciosas, mas também por vezes com questões dolorosas. Sobretudo quando a história familiar contém episódios difíceis ou silenciados, as fotografias despertam uma variedade de emoções contraditórias. Têm um poder especial de ativar a nossa mente. Podem persistir na memória como se exigissem uma resposta.

As três artistas presentes nesta exposição têm em comum o facto de parte essencial dos seus projetos serem antigas fotografias de família que elas encontraram. As fotografias e os arquivos motivaram-nas e constituem uma parte substancial das suas séries de trabalho. As artistas são Aline Motta, Sofia Yala e Yassmin Forte, cujas histórias familiares estão, de diferentes formas, marcadas pelo colonialismo português no Brasil, em Angola e em Moçambique.

Quando a brasileira Aline Motta soube que o pai desconhecido da sua avó era um jovem adolescente branco, filho do patrão, decidiu investigar a fundo a história da sua família. Como metáfora dos tempos do tráfico de escravos, Motta leva simbolicamente as fotografias dos seus familiares de volta às suas origens, em Portugal e na Serra Leoa. A série fotográfica de Sofia Yala documenta de forma simbólica o processo de investigação da artista, que procurou desvendar a história da sua própria família de origem angolana. Já o trabalho de Yassmin Forte retrata a complicada história de amor entre um pai que serviu no exército português e uma mãe moçambicana, marcada pelo legado das guerras coloniais.

Tipicamente, uma história familiar bem documentada e álbuns fotográficos volumosos, que abrangem várias gerações, são sinal de uma posição socioeconómica privilegiada, enquanto circunstâncias mais modestas correspondem a histórias familiares mais abertas, incompletas ou fragmentadas. O que une estas três artistas é o facto de o património visual das suas famílias ser fragmentado, aleatório, e frequentemente levantar mais perguntas do que respostas. Os arquivos e a investigação ajudam a desvendar alguns mistérios, mas, apesar de todos os esforços, a incerteza permanece.