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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


ALINE MOTTA, SOFIA YALA E YASSMIN FORTE

Emotional Encounters




MNAC - MUSEU DO CHIADO
Rua Serpa Pinto, 4
1200-444 LISBOA

20 NOV - 01 FEV 2026


INAUGURAÇÃO: 20 de Novembro, 18h00, no Museu Nacional de Arte Contemporânea



Emotional Encounters

Curadora de Elina Heikka


ARTISTAS:
Aline Motta, Sofia Yala e Yassmin Forte



A nossa relação com fotografias antigas de família e álbuns fotográficos é profundamente emocional. Ao folhearmos velhas fotografias, somos confrontados com memórias boas e preciosas, mas também por vezes com questões dolorosas. Sobretudo quando a história familiar contém episódios difíceis ou silenciados, as fotografias despertam uma variedade de emoções contraditórias. Têm um poder especial de ativar a nossa mente. Podem persistir na memória como se exigissem uma resposta.

As três artistas presentes nesta exposição têm em comum o facto de parte essencial dos seus projetos serem antigas fotografias de família que elas encontraram. As fotografias e os arquivos motivaram-nas e constituem uma parte substancial das suas séries de trabalho. As artistas são Aline Motta, Sofia Yala e Yassmin Forte, cujas histórias familiares estão, de diferentes formas, marcadas pelo colonialismo português no Brasil, em Angola e em Moçambique.

Quando a brasileira Aline Motta soube que o pai desconhecido da sua avó era um jovem adolescente branco, filho do patrão, decidiu investigar a fundo a história da sua família. Como metáfora dos tempos do tráfico de escravos, Motta leva simbolicamente as fotografias dos seus familiares de volta às suas origens, em Portugal e na Serra Leoa. A série fotográfica de Sofia Yala documenta de forma simbólica o processo de investigação da artista, que procurou desvendar a história da sua própria família de origem angolana. Já o trabalho de Yassmin Forte retrata a complicada história de amor entre um pai que serviu no exército português e uma mãe moçambicana, marcada pelo legado das guerras coloniais.

Tipicamente, uma história familiar bem documentada e álbuns fotográficos volumosos, que abrangem várias gerações, são sinal de uma posição socioeconómica privilegiada, enquanto circunstâncias mais modestas correspondem a histórias familiares mais abertas, incompletas ou fragmentadas. O que une estas três artistas é o facto de o património visual das suas famílias ser fragmentado, aleatório, e frequentemente levantar mais perguntas do que respostas. Os arquivos e a investigação ajudam a desvendar alguns mistérios, mas, apesar de todos os esforços, a incerteza permanece.