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ARQUIVO:

O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


DAVID CONDEçO, GAS COHEN, INêS COSTA, RITA BORRALHO SILVA

Terror sem nome




RAMPA (ARMAZéM K)
Rua Particular Justino Teixeira 116 - Armazém K
4300 - 394 PORTO

24 JAN - 14 MAR 2026


Inauguração: 24 de Janeiro, 16h, na Rampa, Porto



Exposição colectiva
Terror sem nome


ARTISTAS
David Condeço, Gas Cohen, Inês Costa, Rita Borralho Silva

CURADORIA
Ana Clara Luz
Mariana Vilanova


PROGRAMA PARALELO:
Conversa com curadoras e artistas - 23 Jan, 16h
Ativação de ‘hello, human’ de Inês Costa - 24 JAN, 18H
Visita orientada com as curadoras - 21 Fev, 16h



Terror sem nome, na sua acepção original, designa uma sensação individual, frequentemente associada ao início da vida, marcada por uma angústia profunda e por uma perceção de desamparo face a uma dimensão avassaladora e inominável, cujas marcas tendem a perdurar.
A exposição apropria-se desta noção para pensar a forma como tal sensação se desloca para o campo social no presente. Através das práticas de quatro jovens artistas, analisam-se modos distintos de manifestação deste “terror” associado a uma instabilidade permanente, continuamente renomeada e transformada, produzindo uma sensação difusa de impossibilidade de agência.

Ciborgues que relembram a materialidade do digital, fluxos naturais que resistem à ação humana, ruínas de um tempo industrial e dispositivos publicitários que interrogam o direito e o acesso ao espaço público constituem alguns dos elementos convocados. Em conjunto, as obras propõem uma reflexão sobre memória, envolvimento e resistência, num contexto em que velhos e novos fantasmas insistem em produzir desesperança e imobilização.
Biografias


:::


David Condeço (Braga, 2000)
Desenvolve o seu trabalho criativo através da exploração e manipulação de materiais têxteis ligados ao universo outdoor, num território híbrido entre a natureza e o espaço urbano. Na sua prática, através do projeto próprio CNDC Lab, explora a relação entre utilidade, identidade e sustentabilidade, contrariando modelos de produção e consumo impostos pela indústria fast fashion.
O seu trabalho propõe uma abordagem consciente ao design têxtil, onde a criação se afirma como gesto crítico e responsável, alinhado com princípios éticos.

Gas Cohen (Belém do Pará, 1992)
Trabalha a partir de eletrónicos artesanais e da computação intensiva para a criação de sistemas conceptuais e situações instáveis, instalações sonoras e performances. Ao interrogar as tecnologias do complexo capital-colonial, debruça-se sobre os limiares da mediação tecnológica, as dimensões infraestruturais da realidade e os seus desvios socioespaciais.
Como professor, produtor e cozinheiro, centra-se no cooperativismo e nas construções políticas do ruído e do erro através da autogestão. Coorganiza regularmente eventos em espaços públicos e comunitários, como Lanche Misto, Porto Noise Bombing e Amostra Grátis — Mostra Audiovisual Livre. Integra o Túnel, espaço coletivo artístico e ativista no Porto, e a Cooperativa Cesta.

Inês Costa (Viseu, 1998)
Designer de formação, artista multidisciplinar e investigadora, sediada no Porto. Licenciada em Design de Comunicação (2020) e mestre em Design da Imagem (2022) pela FBAUP, iniciou nesse contexto uma investigação sobre o papel das imagens na construção de narrativas, da memória social e cultural e, por extensão, de realidades. Trabalha no cruzamento entre design, cinema e som, colagem e sarcasmo, como estratégia de provocação crítica.
Desde 2021, apresentou o seu trabalho em festivais de cinema nacionais, como Entre-Olhares, Curtas Vila do Conde, Cinanima, Vista Curta, Porto/Post/Doc e IndieLisboa, tendo sido distinguida com várias premiações. Participa regularmente em exposições coletivas e individuais, workshops, conversas públicas e contextos académicos.
Atualmente, é diretora criativa na APCA Madeira e artista freelance.

Rita Borralho Silva (Lisboa, 2000)
Artista e performer. Cresceu num Portugal pós-revolucionário, entre pulsões urbanas e ecos rurais, contexto que informa uma prática situada na tensão entre tradição e transformação, serenidade e rebelião.
Através da performance, instalação audiovisual, coreografia, poesia e têxtil, o seu trabalho mobiliza o corpo como espaço de resistência, abordando temas de opressão, violência, memória e comunidade. Dançarina e poeta, incorpora na sua prática uma dimensão assumidamente pessoal e política.
Em 2025, concluiu o MA no Dirty Art Department, Sandberg Instituut, Amesterdão, cidade onde reside atualmente.
Exposições selecionadas incluem Acid Reflux, Graduation Show Dirty Art Department, Studio Wieman, Amesterdão, NL (2025); Swine Piss and Other Fluids, Westergas, Amesterdão, NL (2024); Bairro, PADA Studios, Barreiro, PT (2023); Kenophobic Pantomimes, Below Grand Gallery, Nova Iorque, EUA (2023); Prima Materia Acts, Polish Dance Theatre, Pozna?, PL (2022).