COLECTIVAAfinidades Coletivas: Joan Miró e a Arte Contemporânea na Coleção do Museu de SerralvesCASA DE SERRALVES R. Dom João de Castro 210 4150-417 PORTO 13 FEV - 10 JAN 2027 INAUGURAÇÃO: 12 de Fevereiro, 19h00, na Casa de Serralves Afinidades Coletivas: Joan Miró e a Arte Contemporânea na Coleção do Museu de Serralves Curadoria de Robert Lubar Messeri ARTISTAS Rui Aguiar, Helena Almeida, Armando Alves, Giovanni Anselmo, Michael Biberstein, Wang Bing, Marcel Broodthaers, Pedro Calapez, Luisa Cunha, António Júlio Duarte, Josep Guinovart, Ana Hatherly, Jörg Immendorf, Asger Jorn, Anselm Kiefer, Jannis Kounellis, Barry Le Va, Julie Mehretu, Joan Miró, Robert Morris, Blinky Palermo, A.R. Penck, Graça Pereira Coutinho, Júlio Pomar, Dieter Roth, Agostinho Santos, Julião Sarmento, Thomas Schütte, António Sena, Nikias Skapinakis, Susana Solano, Ângelo de Sousa, Pedro Sousa Vieira, Antoni Tàpies A exposição apresenta obras da Coleção Miró do Estado Português, cedida ao Município do Porto e depositada na Fundação de Serralves, desta vez em diálogo com obras de nomes tão relevantes e diversos como Helena Almeida, Marcel Broodthaers, Pedro Calapez, Luisa Cunha, Ana Hatherly, Anselm Kiefer, Robert Morris, Julião Sarmento, Thomas Schütte ou Angelo de Sousa. A Coleção de Serralves, composta por mais de 5600 obras, inclui trabalhos de artistas contemporâneos nacionais e internacionais, refletindo as transformações políticas, sociais e culturais desde os anos 1960 até ao presente. Dividida em 9 capítulos, Afinidades Coletivas ocupa os dois pisos da Casa, exibindo 24 pinturas, desenhos, colagens, esculturas e obras têxteis de Joan Miró, que partilham o espaço com 53 obras de artistas contemporâneos alemães, gregos, americanos, espanhóis, portugueses, belgas, chineses, italianos, suíços, catalães e dinamarqueses, cujas práticas vão da pintura e da escultura à colagem, à instalação, à fotografia, ao vídeo e às obras multimédia, da Process Art à Arte Povera, e das desconstruções visuais dos códigos pictóricos ao Neoexpressionismo e ao questionamento da linguagem. Em cada um destes cruzamentos com obras da Coleção de Serralves, o percurso de Miró encontra eco na prática artística contemporânea. O título da exposição provém do campo da química, onde designa a compatibilidade natural de certos compostos. O filósofo alemão Goethe apropriou-se do conceito para sublinhar as ligações emocionais e as relações afetivas entre pessoas, objetos ou ideias que, mais do que impostas, são instintivas e escolhidas. No contexto da exposição, a expressão “afinidades eletivas” refere-se aos diálogos visuais e conceptuais inesperados através do tempo e do espaço, pontos de encontro em que a intuição substitui a influência formal. A exposição toma como ponto de partida a obra de Miró das décadas de 1960 e 1970, com incursões pontuais por obras anteriores. Apresentando a relação de Joan Miró com a arte contemporânea como uma série de encontros dinâmicos, a mostra está dividida em nove secções — 1. Process Art; 2. Paisagem, memória e matéria; 3. Pintura en abîme; 4. Antimonumentos; 5. Linguagem; 6. O Expressionismo revisitado; 7. O desenho como prática; 8. Colagem e vida moderna; e 9. Lugar/Não lugar — demonstrando que estas conexões artísticas transcendem a cronologia e oferecem novas perspetivas sobre o legado duradouro do artista. |














