O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.
NATéRCIA CANEIRA
A Indulgência da Lentidão - Ecossistemas da Atenção
MUSEU NACIONAL DE HISTóRIA NATURAL E DA CIêNCIA
Rua Escola Politécnica, 58
1250-102 LISBOA
05 MAR - 29 MAR 2026
Inauguração: 5 de Março às 18h00 no MUHNAC (entrada pela avenida das palmeiras)
A Indulgência da Lentidão - Ecossistemas da Atenção
Exposição de Natércia Caneira
Curadoria de Sofia Marçal
Uma interseção entre Arte, Ciência e Geopolítica do Corpo
Esta exposição é o resultado de uma imersão de dois anos em Łapy, uma pequena vila pós-industrial no nordeste da Polónia. Isolada na fronteira com a Bielorrússia, a artista habitou o espaço entre a reclusão urbana e a força ancestral das florestas de Narwiański e Białowieża, dois dos ecossistemas mais antigos da Europa.
Na Sala Allosaurus do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, este diálogo materializa-se em desenhos, esculturas e instalações que transformam o museu num espaço de reflexão sobre a ciência, a migração e a filosofia do tempo. É um convite para desacelerar e observar a beleza que reside na periferia da nossa atenção.
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A Indulgência da Lentidão - Ecossistemas da Atenção é uma exposição que une a prática artística às metodologias das ciências naturais. Ao abraçar a observação rigorosa e a "lentidão" como elementos essenciais, a mostra convida os visitantes a uma jornada por organismos imaginários, morfologias especulativas e instalações site-specific.
Conceito Central: Migração e o Não-Lugar No cerne da exposição está a experiência do deslocamento. A artista busca intencionalmente as margens — os espaços "estranhos" onde a presença é relativa.
Essa exploração divide-se em três pilares fundamentais: . Migração Humana (O Não-Lugar): Explorando o "Eixo" entre o conforto herdado e a urgência da partida, onde os espaços se tornam espelhos de nossas paisagens internas. . Migração Biológica (Antiguidade): Um diálogo entre o artista como um estrangeiro transitório e os ciclos biológicos milenares da natureza, inspirado na antiga Floresta de Białowieża. . Simbiarte e Novos Organismos: A criação de "Novos Organismos" — estruturas morfológicas e exoesqueletos segmentados que dão forma ao que é sentido, mas ainda não é visível.
Um convite à observação. Integrando o registro científico à expressão artística, a exposição reflete sobre pertencimento, solidão e ecossistemas invisíveis. É um convite para desacelerar e redescobrir a beleza que reside na periferia da nossa atenção, tanto no mundo natural quanto dentro de nós mesmos.