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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


GONçALO PENA, HéLDER RODRIGUES, JOSé LUíS NETO, MARTINHA MAIA, MICAELA FIKOFF, PEDRO CABRITA REIS, STELLA KAUS E TIAGO SEVERINO

ID




PAVILHãO 31
Av. do Brasil, 53 1749-002 LISBOA


12 MAR - 02 MAI 2026


INAUGURAÇÃO: dia 12 de março na Galeria do Pavilhão 31 (Hospital Júlio de Matos)



ID
Galeria do Pavilhão 31, Hospital Júlio de Matos, Lisboa


ARTISTAS
Gonçalo Pena, Hélder Rodrigues, José Luís Neto, Martinha Maia, Micaela Fikoff, Pedro Cabrita Reis, Stella Kaus e Tiago Severino

Curadoria: Nuno Aníbal Figueiredo



A P28 – Associação para o Desenvolvimento Criativo e Artístico estreia nova exposição no próximo dia 12 de março: "ID" tem como ponto de partida a representação do rosto, mas vai mais além ao refletir sobre a identidade, o olhar clínico e a criação artística. Esta coletiva, que estará patente na Galeria do Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos, em Lisboa, até dia 2 de maio, junta obras de artistas consagrados e de anónimos com e sem diagnóstico psiquiátrico.

Gonçalo Pena, Hélder Rodrigues, José Luís Neto, Martinha Maia, Micaela Fikoff, Pedro Cabrita Reis, Stella Kaus e Tiago Severino são os autores das obras de pintura, fotografia e instalação que compõem a exposição ID: “Aqui convoca-se o território simbólico do que Freud designou por “id” — a instância primitiva e pulsional da psique humana, atuante como força motriz da personalidade, lugar onde habitam os desejos não nomeados, os impulsos incontroláveis, as imagens mais cruas do inconsciente”, explica Nuno Aníbal Figueiredo da P28 e curador desta coletiva.

Como e quando é que se constrói o eu? A pergunta que paira sobre a mostra não tem uma resposta única ou simples, ela desdobra-se em histórias múltiplas de influência política, social, fisiológica ou, até, mental. É o eu em relação consigo mesmo e com o outro. ID propõe a identidade como relação, nunca como definição encerrada.

A seleção inclui trabalhos não inéditos e obras produzidas especificamente para este projeto – e, até, a obra de um anónimo. O curador explica: “Foi mais um episódio fruto do acaso em todo este processo. Um amigo meu, que é dono de um café, falou-me de uma obra que encontrou abandonada na rua, ali perto. Ligou-me logo porque me queria mostrar, perguntar se eu via nela algum valor. Quando vi percebi que se enquadrava perfeitamente no tema que estávamos a desenvolver”, explica Nuno Aníbal Figueiredo sobre a marcante pintura de autor anónimo que estará exposta.

A exposição ID pode ser visitada até dia 2 de maio na Galeria do Pavilhão 31, no Hospital Júlio de Matos, é mais um passo a favor da desmistificação da doença mental, com o todo o foco colocado sobre a arte e a produção artística.



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P28 – Associação de Desenvolvimento Criativo e Artístico é uma Associação Cultural sem fins lucrativos que tem como missão a difusão de práticas artísticas contemporâneas e, por inerência ou responsabilidade social e cultural, a arte na experiência de doença mental.
Criada e desenvolvida no contexto específico de uma unidade de saúde mental, a associação apresentou mais de 700 artistas em quase 25 anos de atividade. Nomeada a partir do pavilhão homónimo (n.º 28) do Hospital Júlio de Matos, a P28 segue com a sua atividade no pavilhão n.º 31 desde 2012, onde mantém uma galeria de arte contemporânea, de acesso público e gratuito, e um serviço educativo, para além de um ateliê dedicado a residências artísticas de utentes do Sistema Nacional de Saúde.