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ARTECAPITAL RECOMENDA


CROFT (1964)


José Pedro Croft. © Ana Inacio, MAC/CCB

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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


JOSé PEDRO CROFT

Reflexos, Enclaves, Desvios




MAC/CCB - MUSEU DE ARTE CONTEMPORâNEA
Praça do Império
1449-003 LISBOA

30 ABR - 13 SET 2026


Inauguração: dia 29 de abril, quarta-feira, no Piso 0 do MAC/CCB


JOSÉ PEDRO CROFT
Reflexos, Enclaves, Desvios

Curadoria: Luiz Camillo Osorio


Inaugura dia 29 de abril, quarta-feira, a exposição que marca, 25 anos mais tarde, o regresso de José Pedro Croft – e dos Reflexos, Enclaves e Desvios presentes na sua obra – ao Centro Cultural de Belém. «O metal, o vidro, os espelhos, a linha, a cor, a memória gráfica, as sobreposições, a instabilidade: tudo isto reverbera entre as gravuras, os desenhos e as esculturas.» As palavras do curador brasileiro Luiz Camillo Osorio oferecem algumas pistas para a experiência que a mostra nos reserva, até 13 de setembro de 2026, no piso 0 do Museu de Arte Contemporânea.

A abordagem poética alia-se a uma componente cosmopolita, na presença de 170 obras a evidenciar a força de um nome que se foi afirmando, e ganhou lugar de destaque, na criação artística do Portugal democrático. Estabelecendo o diálogo entre superfícies planas e formas tridimensionais, recorre a um jogo de espelhos que reflete corpos, amplia escalas e projeta novas perspetivas na esfera das artes plásticas. Desafiada a perceção, o olhar desorienta-se e o tempo recua, suspendendo a velocidade do mundo.




«A reflexividade especular que desorienta a nossa perceção espacial reverbera no fazer, desfazer e refazer das chapas de metal, com as suas multiplicações de volumes espaciais. Há um intercâmbio contínuo entre o trabalho da mão e o do olho; há uma articulação interna no confronto exaustivo da chapa de metal das gravuras com os deslocamentos óticos e desvios insinuantes de suas esculturas. O metal, o vidro, os espelhos, a linha, a cor, a memória gráfica, as sobreposições, a instabilidade: tudo isto reverbera entre as gravuras, os desenhos e as esculturas.
A produção de José Pedro Croft ao longo das últimas décadas evidencia uma apropriação constante de gestos e elementos plásticos reposicionados por um mundo em rápida transformação com o qual mantém uma relação de tensão e conflito. É no interior dos conflitos com o tempo presente que a arte potencializa o seu compromisso com a liberdade e com o exercício experimental de ver o que não se sabe reconhecer.» 



Luiz Camillo Osorio, curador da exposição



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José Pedro Croft
Nasceu no Porto em 1957, vive e trabalha em Lisboa. Estudou pintura na ESBAL
e escultura com João Cutileiro. A sua obra transita sem hierarquias entre escultura, desenho e gravura.