JOSé PEDRO CROFTReflexos, Enclaves, DesviosMAC/CCB - MUSEU DE ARTE CONTEMPORâNEA Praça do Império 1449-003 LISBOA 30 ABR - 13 SET 2026 Inauguração: dia 29 de abril, quarta-feira, no Piso 0 do MAC/CCB JOSÉ PEDRO CROFT Reflexos, Enclaves, Desvios Curadoria: Luiz Camillo Osorio Inaugura dia 29 de abril, quarta-feira, a exposição que marca, 25 anos mais tarde, o regresso de José Pedro Croft – e dos Reflexos, Enclaves e Desvios presentes na sua obra – ao Centro Cultural de Belém. «O metal, o vidro, os espelhos, a linha, a cor, a memória gráfica, as sobreposições, a instabilidade: tudo isto reverbera entre as gravuras, os desenhos e as esculturas.» As palavras do curador brasileiro Luiz Camillo Osorio oferecem algumas pistas para a experiência que a mostra nos reserva, até 13 de setembro de 2026, no piso 0 do Museu de Arte Contemporânea. A abordagem poética alia-se a uma componente cosmopolita, na presença de 170 obras a evidenciar a força de um nome que se foi afirmando, e ganhou lugar de destaque, na criação artística do Portugal democrático. Estabelecendo o diálogo entre superfícies planas e formas tridimensionais, recorre a um jogo de espelhos que reflete corpos, amplia escalas e projeta novas perspetivas na esfera das artes plásticas. Desafiada a perceção, o olhar desorienta-se e o tempo recua, suspendendo a velocidade do mundo. «A reflexividade especular que desorienta a nossa perceção espacial reverbera no fazer, desfazer e refazer das chapas de metal, com as suas multiplicações de volumes espaciais. Há um intercâmbio contínuo entre o trabalho da mão e o do olho; há uma articulação interna no confronto exaustivo da chapa de metal das gravuras com os deslocamentos óticos e desvios insinuantes de suas esculturas. O metal, o vidro, os espelhos, a linha, a cor, a memória gráfica, as sobreposições, a instabilidade: tudo isto reverbera entre as gravuras, os desenhos e as esculturas. A produção de José Pedro Croft ao longo das últimas décadas evidencia uma apropriação constante de gestos e elementos plásticos reposicionados por um mundo em rápida transformação com o qual mantém uma relação de tensão e conflito. É no interior dos conflitos com o tempo presente que a arte potencializa o seu compromisso com a liberdade e com o exercício experimental de ver o que não se sabe reconhecer.» Luiz Camillo Osorio, curador da exposição ::: José Pedro Croft Nasceu no Porto em 1957, vive e trabalha em Lisboa. Estudou pintura na ESBAL e escultura com João Cutileiro. A sua obra transita sem hierarquias entre escultura, desenho e gravura. |
















