JúLIA BARATACaderno de Memórias ColoniaisTINTA NOS NERVOS Rua da Esperança 39, Madragoa 1200-655 LISBOA 12 SET - 24 OUT 2026 INAUGURAÇÃO: sábado, 12 setembro, 16h, na Tinta nos Nervos + Conversa entre Isabela Figueiredo e Júlia Barata, apresentada e moderada pela jornalista Sara Figueiredo Costa. Exposição Caderno de Memórias Coloniais, a partir do livro de Isabela Figueiredo. Pranchas de BD originais de Júlia Barata + Conversa entre Isabela Figueiredo e Júlia Barata, apresentada e moderada pela jornalista Sara Figueiredo Costa. Caderno de Memórias Coloniais – Novela Gráfica, de Isabela Figueiredo e Júlia Barata Caminho / Leya, 2025 Pranchas de BD originais Júlia Barata regressa à Tinta nos Nervos com novos desenhos, as pranchas integrais da adaptação a banda desenhada do Caderno de Memórias Coloniais, de Isabela Figueiredo, com quem trabalhou em estreita colaboração e a seu convite, para reformular o livro originalmente editado em 2009 e, em 2015, pela Caminho. Num relato forte e desassombrado, as memórias da escritora, que nasceu e cresceu em Moçambique durante o período colonial, são revisitadas e questionadas com a distância dos anos pós-independência e a lonjura geográfica de um contexto renovado. Para a construção de um caderno gráfico de memórias a partir do livro foi necessário depurar o original de modo a ancorar o novo relato em pedaços biográficos, episódios reflexivos chave que serviram de base à concepção e manuseio da arquitectura visual, num processo sempre discutido a par. A exposição organiza-se de forma a criar a sequenciação completa das pranchas para que seja dada a possibilidade ao visitante de não apenas selecionar pedaços do enredo mas embrenhar-se nele, numa relação fisicamente diversa da que acontece ao folhear o livro. “Gostava que se conseguisse ler o livro todo. Vai ser um momento único porque depois as pranchas começarão a ser dispersas e esta experiência desaparece com o final da exposição” referiu a artista. Ficará a novela gráfica, acessível a todos os públicos. (excerto da Folha de Sala) CONVERSA Conversa entre a escritora Isabela Figueiredo e a artista Júlia Barata, apresentada e moderada pela jornalista Sara Figueiredo Costa Dez anos após a sua publicação pela Editorial Caminho, em 2015, Caderno de Memórias Coloniais regressa ao centro do debate, com uma nova versão ilustrada, fiel à sua vocação de expor cruamente o colonialismo português em Moçambique. Nesta novela gráfica, ilustrada por Júlia Barata, Isabela Figueiredo revisita o seu texto, aprofundando a reflexão sobre a sua infância e relação com o pai, enquanto reabre uma ferida da nossa história ainda em processo de cicatrização. Num tempo em que factos e vivências individuais são frequentemente questionados ou silenciados ao serviço de determinadas narrativas, esta obra interpela de forma direta a maneira como abordamos temas tão essenciais quanto o colonialismo, o racismo e a memória histórica. ::: Isabela Figueiredo ( Lourenço Marques, 1963 ) Escritora e jornalista, Isabela Figueiredo nasceu em Lourenço Marques, Moçambique, hoje Maputo, em 1963, filha de portugueses oriundos da zona Centro-Oeste de Portugal. Após a independência de Moçambique, em 1975, rumou a Portugal. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Especializou-se em Estudos sobre as Mulheres na Universidade Aberta. Trabalhou como jornalista no Diário de Notícias entre 1988 e 1994, onde foi também coordenadora do suplemento DN Jovem. Foi professora de português no ensino secundário. Escreveu Caderno de Memórias Coloniais, cuja edição francesa foi finalista do Prémio Femina Estrangeiro, e A Gorda, obra que recebeu o Prémio Literário Urbano Tavares Rodrigues. Estas duas obras alcançaram grande êxito junto do público e da crítica, especialmente em Portugal, sendo constantemente reimpressas. Júlia Barata (Coimbra, 1981) Arquiteta e ilustradora, reside em Buenos Aires. Autora das novelas gráficas Família (Chili com Carne), Gravidez e Quotidiano de Luxo (Tigre de Papel). Expôs em Bienal de San Juan, Salón Nacional de las Artes (3° prémio desenho 2022, Argentina), UIVO mostra de ilustração da Maia (PT), Centro Cultural de la memória Haroldo Conti, CC recoleta, Museu do Humor (Argentina). Faz animação experimental (premiada IndieLisboa 2022, PortoFemme 2023). Docente de workshops e da FADU- Universidade de Buenos Aires (cátedra Ilustración Roldán). Sara Figueiredo Costa (Lisboa, 1978) Jornalista free-lancer na área cultural, escreve para a Blimunda, para o Expresso e para a Agenda da ACERT. É editora do suplemento literário Parágrafo, do jornal Ponto Final (Macau). Vai estando entre Lisboa, Tondela e Macau. |
















