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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


CECILIA BENGOLEA

Raw Rhythms




VáRIOS LOCAIS



17 SET - 07 NOV 2026


INAUGURAÇÃO: 17 de setembro, às 19:30 no Batalha Centro de Cinema + 19 de setembro, às 18:00 na Solar – Galeria de Arte Cinemática




Raw Rhythms
de Cecilia Bengolea



De 17 de setembro a 7 de novembro, a Solar – Galeria de Arte Cinemática apresenta 'Raw Rhythms', a primeira vez que a coreógrafa e artista argentina Cecilia Bengolea apresenta o seu trabalho em formato expositivo, em dois espaços, simultaneamente. ​

'Raw Rythms' é uma co-produção Solar – Galeria de Arte Cinemática, Batalha Centro de Cinema e Circular Festival de Artes Performativas.




No Batalha Centro de Cinema, no Porto, a exposição inaugura a 17 de setembro, às 19:30 e decorre até dia 1 de novembro. Neste espaço, serão exibidos três filmes inéditos, a convite da Solar – Galeria de Arte Cinemática e do Batalha Centro de Cinema, produzidos durante uma residência artística em Vila do Conde, entre abril e maio de 2026: Rancho Folclórico ACD Mindelo (2026); Nicole and the Lonely Dorys (1968-2026); Moura Encantada Rhymes (2026).

Desenvolvido a partir de uma investigação sobre a preservação de danças arcaicas e dos ofícios tradicionais ligados ao trabalho marítimo, o projeto mergulha no património cultural da costa atlântica do Norte de Portugal. Entre paisagem, gesto e ritual, Bengolea explora saberes e práticas transmitidos de geração em geração, interrogando a relação entre tradição, memória e identidade.– Chus Martinez

A inauguração na Solar – Galeria de Arte Cinemática, em Vila do Conde, acontece a 19 de setembro, às 18:00, seguindo-se a performance Bodies of Water, também por Cecilia Bengolea.

Na Solar, Cecilia Bengolea apresenta ainda sete obras em vídeo que, de certa forma, condensam a sua maneira de pensar-fazer. Abrangem uma década de trabalho, de Bombom’s Dream (2016) a I 600 Fili Spin and break free (2026).

"Nesta exposição, apresento doze anos da minha prática em vídeo, tanto em formato digital como em Super 8. Da minha prática do movimento do corpo e da dança ao movimento das imagens, o que sempre me interessa é o ritmo, o fluxo, a percepção do tempo e a influência mútua entre o ser humano e a natureza." – Cecilia Bengolea



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Cecilia Bengolea (Buenos Aires, 1979) é uma artista que trabalha nas áreas da performance, do vídeo, da escultura e da dança. A sua prática explora o corpo, individual e colectivamente, enquanto meio de memória, empatia e intercâmbio emocional. Utilizando o movimento como uma forma de escultura animada, concebe a dança e a performance como espaços onde convergem energias simbólicas, sociais e naturais, posicionando frequentemente o seu próprio corpo simultaneamente como sujeito e objecto.

O seu trabalho coreográfico, desenvolvido em colaboração com François Chaignaud, foi distinguido com o Prix de la Critique (Paris, 2010) e recebeu o Prémio Jovem Artista na Bienal de Gwangju (2014). Bengolea recebeu encomendas de peças coreográficas por parte do Ballet de Marseille, do Ballet de Lyon, do Ballet de Lorraine e do Tanztheater Wuppertal de Pina Bausch.

O seu trabalho tem sido apresentado internacionalmente em instituições e eventos como o Guggenheim Bilbao, o Centre Pompidou, a Tate Modern, o Palais de Tokyo, a Dia Art Foundation, a Bourse de Commerce – Collection Pinault, o Museo Reina Sofía, o MUDAM Luxembourg, a Art Basel Parcours, a Desert X e as bienais de Gwangju e de São Paulo, entre muitos outros. Em 2023, foi professora convidada no mestrado em Performance da Universidade de Arquitectura de Veneza, em Itália. Vive e trabalha entre Paris e Buenos Aires.