3.ª BIENAL DE JOALHARIA CONTEMPORâNEA DE LISBOAJoalharia Contemporânea / Coleção Tereza Seabra | Coexistências – A Joalharia e a Beleza do MundoMUDE - MUSEU DO DESIGN E DA MODA R. Augusta, 24 1100-053 LISBOA 24 SET - 31 JAN 2027 Inaugurações: Quinta-feira, 24 setembro, 19h, no MUDE Coexistências – A Joalharia e a Beleza do Mundo Exposição Coletiva Internacional 24 Set—31 Jan 2027 Exposição principal da 3.ª Bienal de Joalharia Contemporânea de Lisboa, organizada em parceria pela PIN e pelo MUDE. "Coexistências – A Joalharia e a Beleza do Mundo" é uma exposição que convida artistas e designers de joalharia contemporânea a explorar territórios que vão além do visível, onde a matéria, o espírito e a imaginação se entrelaçam. Nesta mostra, os artistas apresentam visões utópicas e realidades alternativas que transcendem a lógica dominante, ativando o poder libertador da imaginação como gesto criador, político, espiritual e estético. Partindo da joalharia como linguagem sensível e simbólica, as obras propõem modos radicais de viver e pensar em coexistência com múltiplas formas de vida – humana e não humana. Os criadores aqui reunidos operam como mediadores entre mundos: os visíveis e os invisíveis, os físicos e os digitais, os tangíveis e os metafísicos. Os seus trabalhos dialogam com epistemologias indígenas, práticas místicas e mágicas, redes digitais, inteligência artificial e sistemas ecológicos complexos, traçando retratos de um mundo complexo e em radical transformação. Neste espaço híbrido e especulativo, a joalharia torna-se um artefacto de ligação entre o corpo e o cosmos, entre o presente e futuros possíveis. Cada peça é uma proposta de escuta ativa e de relação com os outros mundos que nos rodeiam – mineral, microbial, fúngico, vegetal, animal, espiritual e digital. Coexistências questiona: como poderemos coexistir de forma mais justa, empática e interligada? O que significa projetar o futuro a partir de alianças entre culturas, espécies e tecnologias? Que papel pode ter o pensamento simbólico e sensível da joalharia nesse processo de reaprendizagem coletiva? Como pode a beleza ajudar-nos a ler o mundo? Joalharia Contemporânea / Coleção Tereza Seabra Exposição Coleção de Joalharia Contemporânea Tereza Seabra 25 Set 2026—31 Jan 2027 Exposição que apresenta a coleção privada de Tereza Seabra recentemente incorporada no acervo do Museu, organizada pelo MUDE com a colaboração da PIN. Em setembro de 2026, o MUDE — Museu do Design organiza a exposição da "Coleção Tereza Seabra", que coloca em diálogo mais de meio século de peças de joalharia contemporânea reunida pela artista, galerista e professora Tereza Seabra. Com cerca de 300 peças, trata-se de uma das mais extensas apresentações de joalharia contemporânea alguma vez realizadas em Portugal — um corpus que atravessa gerações, geografias e linguagens formais, e que espelha não apenas uma trajetória de coleção, mas uma forma de pensar e de habitar o campo da joalharia como território artístico autónomo. Tereza Seabra (n. 1944) é uma figura central na história da joalharia contemporânea portuguesa. Formada em Nova Iorque com Thomas Gentille e em Hamburgo com Almir Mavignier, regressou a Lisboa em 1978 para fundar o Departamento de Joalharia do Ar.Co, que dirigiu durante mais de duas décadas e que se tornaria a principal escola de formação nesta área em Portugal. Em 1984, abriu aquela que foi a primeira galeria de joalharia contemporânea do país — inicialmente Artefacto3, mais tarde Galeria Tereza Seabra – Jóias de Autor —, criando um espaço de referência para a divulgação nacional e internacional da joalharia de autor. A coleção que agora se expõe é o resultado direto destas escolhas — pessoais, curatoriais, pedagógicas — acumuladas ao longo de décadas de prática e de relação próxima com artistas portugueses e estrangeiros. A exposição propõe também uma reflexão sobre o gesto de colecionar como ato crítico e afetivo, e traça a história de um campo disciplinar que em Portugal tem, em Tereza Seabra, uma das suas vozes mais determinantes. A exposição abre ao público no contexto da 3ª Bienal de Joalharia Contemporânea de Lisboa, Coexistências, organizada pela PIN — Associação Portuguesa de Joalharia Contemporânea em parceria com o MUDE, e constitui um dos momentos maiores desta edição. Esta mostra oferece uma perspetiva privilegiada sobre o que a joalharia contemporânea pode ser quando entendida como prática artística: não a ornamentação, mas o objeto de pensamento; não acessório, mas a presença. A realização desta exposição assinala a doação da coleção de joalharia contemporânea de Tereza Seabra ao Município de Lisboa para integrar, de forma permanente, o acervo do MUDE. Por esta ocasião, é também publicado pelo Museu o catálogo completo da coleção, editado em formato bilingue (português e inglês). |

















