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O seguinte guia de eventos é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando conferências, seminários, cursos ou outras iniciativas. Envie-nos informação (press-release, programa e imagem) dos próximos acontecimentos. Seleccionamos três eventos periodicamente, divulgando-os junto dos nossos leitores.

 

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PEDRO BARATEIRO

How to Make a Mask




KUNSTHALLE LISSABON
Rua José Sobral Cid 9E
1900-289 LISBOA

14 ABR - 14 ABR 2018


Lançamento dia 14 de abril às 18:00, na Kunsthalle Lissabon


A Kunsthalle Lissabon apresenta How to Make a Mask, a primeira monografia dedicada à obra de Pedro Barateiro. O livro resulta de um trabalho de três anos, em contacto muito próximo e intenso entre o artista, os editores João Mourão e Luís Silva e alguns elementos do ATLAS Projectos, responsáveis pelo projecto gráfico. How to Make a Mask é co-publicado pela Kunsthalle Lissabon e pela Sternberg Press com o apoio da Galeria Filomena Soares e do Netwerk Aalst.

How to Make a Mask recolhe um conjunto extenso de textos e trabalhos visuais de Pedro Barateiro. A publicação abrange um período que remonta a 2008, incluindo extensa documentação visual e textual referente a projetos-chave apresentados tanto em exposições individuais como instalações, vídeos e performances relevantes desenvolvidos para outros contextos. How to Make a Mask toma o título de uma performance de Pedro Barateiro apresentada pela primeira vez em 2011 no Old School #3, na qual o artista reflete sobre o papel do indivíduo no contexto socio-político mais abrangente, através de um conjunto de referências que vão desde a utilização de testes psicológicos à história do teatro. Ao partilhar o título com a performance, a publicação reconhece o papel central desta peça no que diz respeito ao entendimento da já longa investigação de Barateiro sobre que modos de estar e ser no mundo somos capazes de (re)produzir.

Os projetos recolhidos neste volume podem assim ser entendidos como tendo sido realizados antes ou depois da performance How to Make a Mask.. Aqueles que são anteriores à performance tendem a enfatizar a sobre-teatralidade das práticas artísticas contemporâneas no ocidente, refletindo sobre a ditadura do espectador num mundo pós-capitalista. Trabalhos como Domingo, Teoria da Fala/Theory of Speech e Theatre of Hunters, por exemplo, abordam o colapso da noção de modernidade, bem como a sua insistência na dialética humano-não humano, através de uma crítica da posição do autor, posição romantizada durante a maior parte do séc. XX, e do papel do espectador enquanto actor. Projetos posteriores a How to Make a Mask tendem a refletir sobre ideias de distribuição, de práticas imateriais que vão desde escrever no computador até fazer “like” nos nossos feeds de social media, e sobre o trabalho realizado para grandes empresas através de big data e recolha de informação pessoal. Projetos como The Sad Savages, Feitiço/Spell e Prova de Resistência abordam a necessidade de manutenção de formas de resistência face às alterações introduzidas pelo pós-capitalismo, ao mesmo tempo que reclamam uma consciencialização do papel que os humanos têm na alteração drástica do planeta.

Novos ensaios foram especialmetne encomendados a Anders Kreuger, Ana Teixeira Pinto e Els Silvrant-Barclay e Pieternel Vermoortel. O texto de Kreuger centra-se nas exposições mais relevantes de Pedro Barateiro (Theory of Speech, Casa de Serralves — Museu de Arte Contemporânea de Serralves, 2009; Theatre of Hunters, Kunsthalle Basel, 2010; Palmeiras Bravas/The Current Situation, Museu Coleção Berardo, 2015) cada uma delas podem ser considerados, por vários motivos, exposições-eventos. O ensaio de Teixeira Pinto parte do texto de Michel Serres intitulado Parasite para abordar algumas das preocupações presentes em trabalhos mais recentes, como os vídeos The Current Situation (2015) e Currency, currency (2016), estabelecendo o conceito de parasita como o lugar onde pragas naturais e sociais/economócias se manifestam como parte de um sistema pós-capitalista. A contribuição de Els Silvrant-Barclay e Pieternel Vermoortel funciona como um possível epílogo que, em vez de concluir a monografia, propõe uma forma alternativa de navegar as obras e textos que a monografia recolhe.