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O seguinte guia de eventos é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando conferências, seminários, cursos ou outras iniciativas. Envie-nos informação (press-release, programa e imagem) dos próximos acontecimentos. Seleccionamos três eventos periodicamente, divulgando-os junto dos nossos leitores.

 


CICLO DE CONVERSAS

Trazer a Margem para o Centro




MUSEU COLEÇÃO BERARDO
Praça do Império
1499-003 LISBOA

19 MAI - 19 MAI 2019


Conversa: 19 de maio, às 16h00, no Museu Berardo. Participação gratuita, mediante aquisição de bilhete de entrada no Museu. Limitada a 25 participantes

O movimento #metoo abalou a forma como se olha o meio artístico mundial. A título de exemplo, veja-se Nanette, de Hannah Gadsby, na qual a comediante põe o dedo na ferida e analisa como a história da arte encobre a pessoa e eleva o génio.

Pensar assim a arte implica escolhas museológicas e urbanas. Estas, aliadas às questões coloniais, interseccionais e de género, levam a um impasse e a um exercício de reflexão. Põem-se em debate as narrativas instituídas de uma arte baseada em ideias hegemónicas e normativas, que preconcebeu os papéis de cada um na construção da cultura. Algumas práticas artísticas ancoraram-se em categorias ultrapassadas que construíram o seu imaginário com base numa cultura normativa sem referente. Numa época em constante mudança, devemos formular novos discursos para construir categorias que integrem a diferença sem estranheza.

A linha condutora desta primeira conversa será a de abrir caminhos para novos discursos que têm sido ignorados. Criando novos termos de reflexão, pretendemos pensar o papel da arte enquanto veículo político e a forma como são encarados os artistas que se assumem de modo não normativo.

Partindo da Coleção Berardo, esta conversa terá três eixos. No primeiro, refletir-se-á sobre as influências do objeto de arte a partir do século XX, nomeadamente a partir do cubismo: Pablo Picasso e Amedeo Modigliani serão referências para iniciar a discussão acerca de questões colonialistas. No segundo, far-se-á uma leitura feminista do trabalho de Picasso, focando a vida íntima do artista e a relação destes com as suas obras e musas; este tema desdobrar-se-á no trabalho de Mel Ramos e nas práticas performativas que estão patentes na nova exposição Constelações: uma coreografia de gestos mínimos. O terceiro eixo centrar-se-á em temas queer.