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O seguinte guia de eventos é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando conferências, seminários, cursos ou outras iniciativas. Envie-nos informação (press-release, programa e imagem) dos próximos acontecimentos. Seleccionamos três eventos periodicamente, divulgando-os junto dos nossos leitores.

 


PATRÍCIA PORTELA

Parasomnia




RESERVATÓRIO DA MÃE D'ÁGUA DAS AMOREIRAS
Praça das Amoreiras 10
1250-020 LISBOA

02 JUL - 07 JUL 2019


Instalação-performance Parasomnia, de Patrícia Portela

2 a 7 julho 2019, terça a domingo
21h às 00h (sessões contínuas, última entrada às 22h30)



Parasomnia é uma instalação-performance de Patrícia Portela espalhada diferentes lugares do Reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras onde se vai promover a estimulação da produção de melatonina, os vapores de sonolência apropriados à indução de um sono propício à prática do sonho lúcido, a desaceleração dos corpos e o arrastar das vidas.


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“O sono é a última forma de atividade humana por rentabilizar e está violentamente ameaçado por um mundo em que as divisões entre a noite e o dia, o descanso e o trabalho, estão a desaparecer.”
Megan Heuer

"Fui em tempos campeã da eficiência enquanto artista até ter uma filha insone nos braços. Perdi o controlo sobre os prazos, os dias, os objetivos. O que não pode ser controlado, obriga-nos a perder tempo. A não saber para onde nos vai levar o que queremos tanto. O problema é privado, mas a opção de resistirmos à compulsão de lucrar com cada segundo de vida é política. Foi quando, rendida, estacionei o meu veículo-vida à beira da estrada, que passei para o outro lado do espelho; pulei para dentro do buraco de um novo coelho. E enquanto caía, adormeci."
Patrícia Portela


Sobre Parasomnia
Estamos a perder uma das nossas qualidades mais básicas: ver de olhos fechados. Não sonhamos acordados, de olhos abertos. A vida tornou-se uma sucessão de atos eficazes que garantem que não morremos nem de fome nem de tédio, ignorando que somos tão feitos de poeira estelar quanto de salários mensais, tão de carne e osso como de questões éticas e emocionais. O sono é um dos últimos lugares que parece escapar à compulsão do lucro, da velocidade, do consumo, embora a neurociência e o exército já explorem formas de nos examinarem enquanto dormirmos ou de nos manter acordados mesmo quando exaustos.
Parasomnia é uma instalação-performance espalhada por diversos lugares onde se promove a estimulação da produção de melatonina, os vapores de sonolência apropriados à indução de um sono propício à prática do sonho lúcido e a desaceleração dos corpos e o arrastar das vidas. Onde o sono se alia à arte e à sua teimosia em questionar, e juntos reensaiam comportamentos humanos, alimentam narrativas múltiplas, permitindo a partilha de e entre desconhecidos, provocando lugares de Empatia.
Este trabalho baseia-se no ensaio incompleto Sobre o Sono, o Despertar e a Ausência de Sonhos (1890), de autoria de Acácio Nobre, e nas suas reflexões acerca das descobertas de dois neurofísicos do século XIX sobre o sono dos pássaros.
Entre, escolha o lugar que quer primeiro visitar e decida o tempo que deseja habitar em cada um dos lugares. Não veja só. Partilhe este dia connosco.


Patrícia Portela
Escritora e perfeccionista nascida em 1974, vivendo entre a Bélgica e Portugal, estudou cenários e figurinos em Lisboa, Portugal, e em Utrecht, na Holanda; cinema em Ebeltoft, na Dinamarca e filosofia em Leuven, na Bélgica. Desde 2003, trabalha nas suas próprias performances e instalações em colaboração com artistas internacionais, tendo alcançado reconhecimento nacional e internacional e é considerada um dos artistas mais ousados e de escrita inovadora da sua geração. Ganhou o Prémio Revelação em 1994 pelo seu trabalho criativo em performance e cinema, o Prémio Teatro na Década para T5 em 1999, e em 2004 o Prémio Madalena Azeredo Perdigão/Acarte pela Fundação Gulbenkian para Flatland I e foi uma dos cinco finalistas do prémio Sonae Media Arte em 2015 com a instalação de Parasomnia, entre outros prémios. Foi convidada para participar no prestigiado Programa Internacional de Escrita na Universidade de Iowa em 2013, e foi a primeira escritora portuguesa em residência em Berlim, em 2016. É autora de vários romances e contos, e é cronista regular desde 2017 para o prestigiado Jornal de Letras.