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O seguinte guia de eventos é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando conferências, seminários, cursos ou outras iniciativas. Envie-nos informação (press-release, programa e imagem) dos próximos acontecimentos. Seleccionamos três eventos periodicamente, divulgando-os junto dos nossos leitores.

 


PATRÍCIA ALMEIDA

Today, I am just a Butterfly...




CENTRO CULTURAL VILA FLOR
Avenida D. Afonso Henriques 701
4810-431 GUIMARÃES

24 JUL - 24 JUL 2020


Lançamento da publicação: 24 de julho, às 18h, nos jardins do Centro Cultural Vila Flor



O lançamento de ‘Today, I am just a Butterfly...’ integra uma conversa entre David-Alexandre Guéniot (GHOST Editions) e Filipa Valladares (curadora, editora e livreira) acerca dos princípios na origem da publicação. David-Alexandre Guéniot fundou com Patrícia Almeida, em 2011, a editora GHOST, com substrato internacional, para dar corpo a projetos editoriais e de programação de conteúdos artísticos e teórico-práticos sob as mais diversas formas (publicações, exposições, encontros e debates) que privilegiam uma abordagem experimental e a criação de ensaios visuais. Filipa Valladares é curadora, editora e livreira. Pós-graduada em Estudos Curatoriais pela FBAUL (2005), Filipa comissariou desde 2009 diversas exposições de fotografia contemporânea e é professora convidada no IADE – Universidade Europeia, tendo aberto, em 2011, a livraria STET-livros e fotografias, especializada em fotografia, livros de artista e edições de autor, com a qual tem organizado regularmente lançamentos, conferências, feiras de edições e eventos relacionados com publicações de arte.

‘Today, I am just a Butterfly...’ é uma coedição A Oficina - GHOST Editions, realizada no âmbito da exposição antológica ‘Transmissão – Patrícia Almeida, obras 2001-2017’, patente no Palácio Vila Flor até 31 julho. Nesta mostra, o olhar de Patrícia Almeida, transposto e lido através das suas fotografias, coloca-nos num tempo e em momentos específicos, transmitem uma ideia de familiaridade e de inquietação, traduzindo-se num exercício de observação. Reúne um corpo de trabalho forte e abrangente, organizado numa sequência alargada de imagens que exprimem as diversas facetas de uma obra. As fotografias expostas mostram, de forma hábil, como as sociedades atuais, depois de consolidadas e institucionalizadas, são incapazes de moderar o impacto das estratégias de poder: como não conseguem conter as ambições de influência ou tendências populistas, põem cada vez mais a descoberto espaços de ninguém, nuns casos saturados de informação noutros abandonados à espera de novas utilidades, embora todos eles, controlados e vigiados.

Esta descreve a história de um ser que tem de partilhar um conhecimento constantemente desatualizado, num mundo enigmático e transitório. A atividade crítica fica, assim, circunscrita a uma única pessoa (a autora) que chama a si a responsabilidade de dar voz a um conjunto de emoções e pensamentos, expressos numa mundivisão que denuncia radicalidade e violência. Estas fotografias traduzem as enormes qualidades humanas da artista que, fazendo sobreviver a sua arte em espaços ambíguos de desassossego e inquietação, projeta-os em visões, ora contraditórias ora sensíveis, baseadas no enorme potencial da verdade. Inaugurada no passado dia 6 de março com curadoria de Sérgio Mah em colaboração com David-Alexandre Guéniot, a exposição de Patrícia Almeida está patente no Palácio do Centro Cultural Vila Flor até ao final deste mês, podendo ser visitada de terça a sábado, entre as 10h00 e as 13h00 e das 15h00 às 19h00. A entrada tem um custo de 2 euros ou 1 euro com desconto.


A mostra ‘Transmissão – Patrícia Almeida, obras 2001-2017’ está disponível para ser visitada até 31 de julho no Palácio do Centro Cultural Vila Flor.



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Patrícia Almeida nasceu em Lisboa, em 1970. Licenciada em História pela Universidade Nova de Lisboa, estudou Imagem e Comunicação no Goldsmiths College, em Londres. Em 2001 viajou para Tóquio, produzindo o livro No Parking (2004), que foi distinguido em 2005 com o prémio European Photo Exhibition Award. Para além de fotógrafa, Patrícia Almeida era também artista visual e editora, tendo produzindo publicações, exposições e encontros em torno dos livros de artista e participado em inúmeras feiras internacionais como a OffPrint em Paris e Londres ou a Pa/per View em Bruxelas. O seu trabalho encontra-se nas coleções da Fundação Serralves, do Novo Banco, da Fundação PLMJ, do Centro de Artes Visuais de Coimbra e do Centro Português de Fotografia.

Ao longo da sua carreira, Patrícia Almeida construiu um corpo de trabalho singular, através de séries que abordam temáticas e assuntos tão diversos quanto a relação dos indivíduos com os espaços urbanos, a ligação entre música e juventude, ou a precariedade nos anos da profunda crise económica que assolou Portugal entre 2008 e 2013. Morreu prematuramente e a fotografia portuguesa perdeu, sem dúvida, um olhar e uma abordagem diferentes.