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O seguinte guia de eventos é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando conferências, seminários, cursos ou outras iniciativas. Envie-nos informação (press-release, programa e imagem) dos próximos acontecimentos. Seleccionamos três eventos periodicamente, divulgando-os junto dos nossos leitores.

 


CICLO BUALA NO MAAT

“sou esparsa, e a liquidez maciça”: Gestos de Liberdade




MAAT
Av. de Brasília, Central Tejo
1300-598 LISBOA

26 SET - 27 SET 2020


CICLO: 26 – 27 de Setembro
15.00 – 19.00 MAAT, Lisboa




“sou esparsa, e a liquidez maciça”: Gestos de Liberdade

Curadoria: Marta Lança


Este programa inscreve-se nas comemorações de uma década da dinamização diária do BUALA, plataforma online de pensamento e cultura descolonial e feminista. A maturidade democrática de um país não é inabalável, tal como não o são as liberdades tantas vezes sob ameaça. A partir dos significados e práticas dessas liberdades na nossa vivência atual, artística e social (irradiando para outros contextos), o propósito deste ciclo é pensar a liberdade de novo e experimentá-la outra vez. Atravessamos uma crise sanitária e social, que acentua a precariedade e a discriminação de certos grupos. A crise ambiental agiganta-se hierarquizando mais a humanidade. Cientes de que o bem-estar social está longe de acontecer, a liberdade ecoa e grita. Porém, a liberdade pode ser algo muito diferente em função do espaço, do meio, e do momento, de que falamos.

Numa sociedade ainda marcada por profundas desigualdades de género, entendemos a emancipação e liberdade como processos assentes em contínuas e escorregadias disputas no quotidiano. Nestes dias, partilhamos abordagens de cineastas, artistas, curadoras, investigadoras e poetas para avançarmos com perspectivas de mundo onde as práticas de liberdade se inscrevem em cada gesto ou situação propostos. Era para ter acontecido em abril, nos 46 anos do 25 de abril. Perdemos algumas intervenções com a mudança de agenda pandémica, mas estou muito feliz com este ciclo dialogante, que se propõe a pensar e soprar liberdade a partir do nosso tempo e lugar, com contra-narrativas sobre nascer, a doença, a guerra, o universo doméstico, o mundo laboral (e sua face de trabalho invisível), a arte, e gestos que rompem o status quo. Percursos (de inteligência, coragem, luta pela felicidade) e histórias que nos contam as intervenientes deste ciclo concebido para o maat.

A propósito da liberdade como uma eterna ambição e ativação, vamos conversar com artistas, pensadoras e agitadoras sobre conquistas e direitos, expectativas quanto ao corpo, carreira, maternidade, representatividade, circulação e propostas artísticas. A antropóloga e videasta Catarina Barata, que trabalha sobre violência obstétrica, fala-nos dos fatores sociais, culturais, económicos, e políticos ligados ao parto. A socióloga Inês Brasão desenha a condição plural do corpo e do trabalho das mulheres, e Sara Goulart reflete sobre o corpo, a doença, e a cura.

Assistiremos a projeções de filmes, seguidas de debate: Parto Sem Dor, de Maria Mire, a partir da história da médica e feminista Cesina Bermudes; o retrato de um país num mosaico de diversas mulheres no filme Mulheres do Meu País de Raquel Freire, que será comentado pela professora e economista Susana Peralta; o percurso da geógrafa Suzanne Daveau e do seu arquivo de “imagens-viagens” que Luisa Homem desvela; e ainda os testemunhos de combatentes pela independência da Guiné-Bissau, trazidos por Rui Vilela.

Ana Gandum e Daniela Rodrigues recuperam souvenirs de migrantes portugueses entre Portugal e o Brasil. Gisela Casimiro ironiza a história de arte ocidental contrapropondo o seu Museu Pessoal, em debate com Rodrigo Saturnino. A investigadora Filipa Lowndes Vicente fala-nos do seu livro, A Arte sem História: Mulheres e Cultura Artística. Fernanda Eugénio dá a conhecer a sua metodologia para a investigação experiencial da relação e da reciprocidade. Andreia Cunha satiriza os efeitos sociais da expressão do ridículo num ensaio visual. A fechar o ciclo, Marta Mestre reflete sobre a curadoria de uma exposição sobre linguagem, fracassos e ficção.





PROGRAMA 26/09 – 27/09/2020


26/09/2020 Sábado

- Coisas de lá/Aqui já está sumindo eu: Objetos e Imagens entre Portugal e o Brasil, Ana Gandum e Daniela Rodrigues

- A Arte sem História: Mulheres e Cultura Artística, Filipa Lowndes Vicente

- AND Lab — Arte-Pensamento & Políticas da Convivência, Fernanda Eugénio

- Debate

- Leitura de poemas de Mulher ao Mar (Mariposa Azual, Lisboa, 2010) pela própria autora Margarida Vale de Gato. “eu sou esparsa, e a liquidez maciça” é um excerto do poema “Mulher ao Mar”.



27/09/2020 Domingo

- Esbardalhanço, Andreia Cunha

- Modos de Fazer: Uma Agência Anticolonial de Género
Uma projeção com interrupções, Rui Vilela

- Farsa. Linguagem, Falência e Ficção: Ensaiar a Curadoria, Marta Mestre






Mais informação: https://www.buala.org/pt/vou-la-visitar/sou-esparsa-e-a-liquidez-macica-gestos-de-liberdade-ciclo-buala-no-maat-0