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O seguinte guia de eventos é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando conferências, seminários, cursos ou outras iniciativas. Envie-nos informação (press-release, programa e imagem) dos próximos acontecimentos. Seleccionamos três eventos periodicamente, divulgando-os junto dos nossos leitores.

 


RITAGT

Unearthing




YORKSHIRE SCULPTURE PARK
West Bretton\r\nWakefield WF4 4LG\r\nUnited Kingdom


08 MAR - 08 MAR 2021


Transmissão online: youtube.com/YSPsculpture
Segunda, 8 de março, 18h00-18h30

[O projeto estará disponível a partir de 9 de março em: ysp.org.uk/events/ritagt-unearthed]



Unearthing
RitaGT


RitaGT apresenta às 18h do dia 8 de março – Dia Internacional da Mulher –, a vídeo performance Unearthing. O projeto inédito é uma comissão do YSP Yorkshire Sculpture Park e acontece no âmbito do programa que este importante museu britânico de escultura “ao ar livre” dedica a mulheres artistas.

Unearthing afirma-se um ato de reconhecimento, de “desenterrar”, da história esquecida das mulheres que durante a era colonial foram obrigadas a deixar as suas terras, as suas casas e a emigrar para vários pontos do mundo.

O trabalho evoluiu de uma residência artística que RitaGT realizou no YSP em 2018 e concretiza-se numa performance vocal e de movimento que conta com a participação de intérpretes do grupo tradicional Cantadeiras do Vale do Neiva e das bailarinas Piny e Isa Santos. Terá como cenário o espaço da antiga Fábrica de Louça de Viana do Castelo, cidade onde a artista vive e trabalha atualmente.

A cerâmica e os cantares são símbolos da história portuguesa. Inseridos na esfera do trabalho doméstico e rural, estes símbolos projetam-se centrais na produção e circulação artísticas associadas ao feminismo e às questões de género. Em Unearthing, a artista prossegue a sua investigação sobre as histórias pós-coloniais, o lugar das mulheres nas sociedades e a sua ligação à terra, particularmente através da argila e da cerâmica. O elemento coral da performance evoca canções e cantos tradicionais que viajaram nas vozes das mulheres e será cantado em português sem legendagem, preservando a diversidade linguística e os provincianismos presentes nas letras e na interpretação.

Helen Pheby, responsável pelo programa curatorial do YSP, destaca: “É um enorme privilégio trabalhar com a RitaGT e comemorar o Dia Internacional da Mulher com o seu novo projeto, que é criado e apresentado num ano em que o nosso programa será dominado por artistas mulheres. Estamos também muito gratos à Rita por partilhar a sua importante e comovente performance com o nosso público e, através do nosso espaço digital, a fazer chegar a pessoas em todo o mundo, inclusive, em Portugal, o seu país de origem”.

“Unearthing reflete o compromisso que está sempre presente no trabalho da artista e que é expresso pela criação de momentos que cruzam contemplação e memória. No centro de todos os discursos que fomentam relações de poder, sejam estes imperialistas, sociais ou de género, existe uma capacidade incrível de esquecer, são autênticas fábricas de esquecimento. A tarefa de artistas como a Rita, de escritores e pensadores, é analisar esses processos de esquecimento precoce e reativar a nossa memória”, descreve Helen Pheby.

O projeto Unearthing é apoiado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo e pela Fundação Calouste Gulbenkian e comissionado pelo YSP no âmbito do programa de 2021 que é dedicado a mulheres artistas. Além de RitaGT, o programa envolve a participação de Joana Vasconcelos, Rachel Kneebone, Annie Morris, e a apresentação da exposição coletiva “Breaking the Mold: Sculpture by Women since 1945”, com curadoria da Arts Council Collection.



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RitaGT (Porto, 1980) Vive e trabalha entre Viana do Castelo e Luanda.
Interventiva e crítica, a artista investiga temas como a memória, a identidade ou a importância da defesa dos direitos humanos. A sua prática convoca experiências de vida em vários continentes para abordar pontos de vista históricos de diferentes culturas e problematizar a simbologia colonial, sob uma perspetiva de ação interrupta que acontece em paralelo ao sistema patriarcal. Através da imagem, da palavra e da performance, RitaGT revela uma postura de constante questionamento e experimentalismo, tanto material como concetual.


Yorkshire Sculpture Park desenvolve um programa regular de exposições temporárias, centrado no convite a artistas internacionais para apresentarem os seus projetos num parque de 500 hectares, com paisagens que foram projetadas no século XVIII, e em seis galerias cobertas. Entre os projetos mais recentes, destacam-se participações dos artistas: Giuseppe Penone, Chiharu Shiota, Tony Cragg, KAWS, Bill Viola, Fiona Banner, Ai Weiwei, Ursula von Rydingsvard, Amar Kanwar, Yinka Shonibare MBE, Joan Miró, Shirin Neshat e Joana Vasconcelos. No parque existem cerca de 100 obras em exposição permanente, que incluem esculturas de Phyllida Barlow, Katrina Palmer, Ai Weiwei, Roger Hiorns, Sean Scully, Elisabeth Frink e Niki de Saint Phalle.
O YSP recebe cerca de 500 mil visitantes por ano e, ao longo dos seus mais de 40 anos de história, os objetivos deste grande museu ao “ar livre” têm sido os de encorajar e promover o interesse e o debate em torno da arte e da escultura contemporânea, especialmente junto de pessoas que não estão familiarizadas com a participação artística.