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O seguinte guia de eventos é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando conferências, seminários, cursos ou outras iniciativas. Envie-nos informação (press-release, programa e imagem) dos próximos acontecimentos. Seleccionamos três eventos periodicamente, divulgando-os junto dos nossos leitores.

 


JOÃO PINHARANDA, RUI MACEDO

Rui Macedo, Lagunas, Fissuras e outros Fingimentos




TRAVESSA DA ERMIDA
Mercador do Tempo Lda Travessa do Marta Pinto 21
1300-390

18 JAN - 18 JAN 2022


LANÇAMENTO PUBLICAÇÃO + VISITA : De 18 de Janeiro, 18h, conversa com o artista Rui Macedo e curador João Pinharanda



A pintura de Rui Macedo tende para a invisibilidade, refere João Pinharanda, curador da exposição “Lacunas, Fissuras e outros Fingimentos” na Ermida N. Senhora da Conceição, já que, entre o que é o real exterior e o que é a pintura, tende a introduzir não uma lente de aproximação, não um filtro de interpretação, não um espelho de reflexão, mas uma fina película que reinterpreta o inframince duchampiano, assim operando um jogo no qual, por um lado, a pintura amplia a volumetria do real, de modo a poder substituí-lo e, por outro lado, o real, entrando em contacto com a pintura, reduz a sua espessura e densidade, de modo a poder confundir-se com ela.

Notando que, nesta exposição, como nas anteriores, Rui Macedo não cria um espaço, não ilude nenhuma realidade, cola-se ao espaço existente — as obras, sendo pensadas de novo como obras in situ, reforçam a narrativa e a interpretação dos espaços onde se inscrevem, acrescentam realidade à realidade – João Pinharanda sublinha que não se trata, porém, de simples operações de adição ou de multiplicação de elementos que surjam sobrepostos a uma realidade anterior, tal como não se trata de camuflagem ou mimetismo, porque nestes há uma operação de ilusionismo, e nem de cópia, pois na cópia há uma operação de submissão ao modelo.

Neste sentido, João Pinharanda salienta que a pintura de Rui Macedo diz-nos mais dos fenómenos e especulações teóricas em torno da mimésis, do modelo, da cópia, do mito modernista da originalidade ou da prática pós-moderna da citação, do pastiche e da colagem que muitos tratados de estética. “Lacunas, Fissuras e outros Fingimentos” corresponde a uma operação de substituição ou de transferência, apresentando-se a pintura como o real e sendo reconhecida como tal, porém colocando em perigoso desequilíbrio o significado e o sentido do que, de facto, é do real e o que é da arte.


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Rui Macedo (Évora, 1975). É licenciado, pós-graduado e doutorado em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, com bolsa de Investigação e Desenvolvimento atribuída pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, e investigador no CIEBA - Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes. Recebeu a bolsa de apoio às Artes Plásticas – Pintura, atribuída pela Direcção Regional da Cultura do Alentejo/Ministério da Cultura em 2007, as bolsas de apoio ao Projecto Artístico/Artes Visuais atribuídas pela Fundação Calouste Gulbenkian para as instalações Caleidoscópio em 2012 (Viseu, Portugal), Mnemosyne em 2013 (Rio de Janeiro, Brasil) e Piège em 2017 (Porto Alegre, Brasil) e a bolsa de apoio pontual atribuída por Promoción del Arte para a instalação Un cuerpo extraño em 2013 (Madrid, Espanha). Expõe com regularidade em Portugal, Espanha e no Brasil, em formato colectivo desde 1994, e em formato individual desde 2000. O seu trabalho é alvo de ensaios autorados por José Luís Porfírio, Emília Ferreira, Raquel Henriques da Silva, José Bragança de Miranda, Raphael Fonseca, Louisa Elderton, João Paulo Queiroz, Cláudia Camacho, Barry Schwabsky, Daniel Sturgis, Icleia Cattani, Stephen Farthing, Caroline Menezes, José María Parreño, António Bonet Correa, Zalinda Cartaxo, Marília Panitz, Javier Barón Thaidisgmann, Consuelo Císcar e Salvato Telles de Menezes. A sua obra está representada na Coleção Barclays Bank, Coleção BES-Vida, Coleção Caixa Geral de Depósitos – Culturgest, Coleção do Centro Cultural Castel Ruiz, Coleção da Companhia de Seguros Fidelidade, Fundação PLMJ e Coleção do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior.