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O seguinte guia de eventos é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando conferências, seminários, cursos ou outras iniciativas. Envie-nos informação (press-release, programa e imagem) dos próximos acontecimentos. Seleccionamos três eventos periodicamente, divulgando-os junto dos nossos leitores.

 


BáRBARA FONTE, RITA TABORDA DUARTE E RAQUEL GUERRA

CORPO a CORPO




GALERIA RATTON
Rua Academia das Ciências, 2 C
1200€004 LISBOA

28 FEV - 28 FEV 2025


CONVERSA E VISITA À EXPOSIÇÃO: Dia 28 de Fevereiro às 18h30 na Galeria Ratton, Lisboa

Curadoria: Ana Maria Viegas, Tiago Montepegado com a colaboração de Raquel Guerra



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Uma geometria de paixões, escreveu Nuno Júdice em 2016 sobre o trabalho de Maria Beatriz apresentado na exposição “Calendário” na Galeria Ratton. Neste CORPO a CORPO, Rita Taborda Duarte convidada a dialogar com Nuno Júdice sobre os trabalhos de Bárbara Fonte e Maria Beatriz Seriam estátuas se não estivessem vivas…. Levanto o polegar e tiro as medidas à paisagem. Invento um poema com o corpo e desenho a geometria da palavra mulher: uma mulher começa-se sempre pelos pés, para que se tenha direita tal um fio de prumo. Só mais tarde se lhes dobra o degrau dos joelhos até às coxas, arrasando os caminhos que bifurcam a sementeira do sexo: o ventre lêvedo. Depois, as águas turvas do colo sovando o remoinho dos cabelos e dois olhos vagos, rotos: um para cada mão colhendo a flor do cacto. Mulheres de frente, enfrentam: mostram o rosto e com o olhar escondem o corpo. As costas, sim, seriam o avesso do rosto, o rosto do corpo, acolhendo o gozo feminino da hora.(…)

Janeiro de 2025


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Sem filtros

ou Muito mais é o que as une que aquilo que as separa

(...)

Numa época que procura mascarar falhas e exaltar uma perfeição fabricada, onde o autêntico muitas vezes se perde diante do artificial, as obras de Maria Beatriz e Bárbara Fonte caminham na contramão. As suas representações, sejam autorretratos ou não, rompem com os padrões convencionais de beleza. São de uma crueza deliberada cuja força reside na aceitação do real não mimético. As suas figuras são tensas: o gesto é brutalista, cru e verdadeiro. Sem filtros.

Raquel Guerra

Janeiro de 2025