O seguinte guia de eventos é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando conferências, seminários, cursos ou outras iniciativas. Envie-nos informação (press-release, programa e imagem) dos próximos acontecimentos. Seleccionamos três eventos periodicamente, divulgando-os junto dos nossos leitores.
BRUNO MARQUES
Como Falar do Trauma – uma ditadura ainda presente nas artistas ibéricas
GALERIAS MUNICIPAIS - GALERIA QUADRUM
Palácio dos Coruchéus, Rua Alberto Oliveira nº 52
1700-019 LISBOA
22 JUN - 22 JUN 2025
VISITA GUIADA: 22 de junho, às 16h, na Galeria Quadrum
As Galerias Municipais de Lisboa organizam uma visita guiada à exposição "Como Falar do Trauma? Uma ditadura ainda presente nas artistas ibéricas", de Alice Geirinhas, Ana Pérez-Quiroga, Carla Hayes Mayoral, Cintia Gutiérrez, Cristina del Águila, Elo Vega, Susana Gaudêncio, Susana Mendes Silva, com curadoria de Ana Pérez-Quiroga, Bruno Marques, Javier Cuevas del Barrio na Galeria Quadrum, a decorrer no próximo dia 22 de junho, domingo, pelas 16h.
A visita será orientada pelo curador Bruno Marques, e terá acompanhamento com interpretação em Língua Gestual Portuguesa.
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Exposição Como Falar do Trauma? Uma ditadura ainda presente nas artistas ibéricas
Alice Geirinhas, Ana Pérez-Quiroga, Carla Hayes Mayoral, Cintia Gutiérrez, Cristina del Águila, Elo Vega, Susana Gaudêncio, Susana Mendes Silva
A exposição coloca em diálogo oito artistas contemporâneas de Portugal e de Espanha (Andaluzia) a fim de explorar as marcas das ditaduras ibéricas no presente das mulheres. Os trabalhos reunidos abordam o impacto intergeracional da opressão política, assim como as dinâmicas entre memória, pós-memória e contra-narração. Numa perspetiva crítica, estas obras questionam a amnésia cultural e histórica que frequentemente silencia as experiências traumáticas de subjetividades marginalizadas.
Concebido como um percurso labiríntico, o espaço expositivo articula tecido e um jogo de luz, criando uma cenografia que dramatiza a tensão entre revelação e ocultamento. Este dispositivo enfatiza tanto as projeções imaginárias como os silêncios e ressonâncias que habitam nos interstícios da memória coletiva e nos ângulos mortos das narrativas oficiais.