3.ª EDIçãOMostra de Fotografia e Autores – MFA LisboaVáRIOS LOCAIS 06 SET - 17 SET 2025 3.ª edição da Mostra de Fotografia e Autores – MFA Lisboa: 6 a 17 Setembro, vários locais de Lisboa A fotografia marca a agenda da cidade neste mês de Setembro, com a inauguração de doze exposições de autores, emergentes ou consagrados, na 3.ª edição da Mostra de Fotografia e Autores – MFA Lisboa. Venha juntar-se a esta festa da fotografia e conhecer os seus autores. Logo no primeiro sábado, dia 6 de Setembro, à s 12h00, pode ter um cheirinho do que aà vem no Mercado da Ribeira, onde telas de grande formato apresentam fotografias de cada uma das exposições. Às 19h00 rume à Galeria Imago. É lá que inaugura República, o mais recente trabalho de António Pedrosa, que se desvia da sua linguagem visual habitual, mais directa: aqui, as imagens têm parco contexto temporal e espacial. Os retratos a preto e branco, de grande definição, obtidos com uma câmara de grande formato, contrastam com fotografias de chão e flores, a cores e muito pixelizadas, de uma câmara digital de primeira geração. A exposição resulta de uma parceria com a Galeria da Estação, de Braga, e tem curadoria de Noora Mänty. Na porta ao lado, na CC11@Imago, Brava, de Pedro Rocha, é um projecto premiado na Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira que regista a festa brava para além da arena. Mais do que a corrida, são os instantes que a antecedem e sucedem que revelam identidades. No domingo, dia 7, os Jardins do Bombarda são palco para quatro inaugurações, à s 16h00, e contam com a presença dos autores e/ou curadores. O singular espaço do Pavilhão de Segurança (Panóptico) foi o escolhido para começar a matar saudades de Eduardo Gageiro. Em Passos em Volta, Valter Vinagre reuniu cerca de 70 fotografias do es- pólio da Câmara de Torres Vedras com uma vertente menos evidente da obra de Gageiro – imagens que, partindo do registo directo da realidade, abrem espaço a leituras mais amplas, sociais, polÃticas e culturais, que marcaram o tempo em que foram realizadas. As visitas estão sujeitas a inscrição em www.cc11.eu e www.largoresidencias.com. Blessed Ground, de Ricardo Lopes, com curadoria de António Pedrosa, é um poderoso ensaio visual que foi o vencedor da 1.ª edição do Prémio CC11 Fotografia e que será lançado em catálogo nesta inauguração. Em 2024, o fotógrafo acompanhou o impacto da extracção industrial de ouro em comunidades rurais de Moçambique. Com as terras agrÃcolas destruÃdas e contaminadas, as populações viraram-se para o pouco rentável e igualmente poluente garimpo manual, enfrentando a pobreza e o crescente sentimento de um futuro comprometido. Almas em Cura, com curadoria de José Soudo, apresenta doze painéis com reproduções de imagens do século XIX e inÃcio de XX do acervo fotográfico do antigo hospital psiquiátrico Miguel Bombarda. A psiquiatria de então procurava apreender a doença mental através do corpo e da expressão, sendo a fotografia dos pacientes uma ferramenta de análise. A exposição convida a um olhar crÃtico e empático, atento à humanidade dos retratados, e lembra também a urgência de preservar este precioso acervo. Cante, de Ana Baião, com curadoria de António Pedro Ferreira e João Mariano, mostra o trabalho de uma década em que Ana Baião percorreu o Alentejo, escutando com a câmara a voz lenta e colectiva do cante, património imaterial da humanidade. Na semana seguinte, na quarta-feira 10 de Setembro, duas novas exposições no Mercado de Campo de Ourique, com inauguração à s 18h00. Na loja 26, A Fabulosa Máquina de Fazer Parar o Tempo, de João Paulo Barrinha, é uma exposição que resulta da sua plataforma de produção Walking Camera Project, em que o acto fotográfico é encarado como performance, recorrendo à fotografia à la minute. Nas bancas 8 e 9, Natureza (Re)ConstruÃda, de Sandra Teixeira, é uma reflexão sobre a natureza e os seus ciclos de transformação. Folha, luz e papel confundem-se num diálogo subtil entre o efémero e o perene. A partir de quinta-feira, 11, nos pavilhões da Mitra, mais três grandes exposições a não perder, de inauguração marcada para as 18h00. A galeria Adorna, do quarteirão de Miguel Bombarda, no Porto, apresenta o olhar de 54 artistas sobre o acto artÃstico enquanto reflexão sobre a nossa própria existência. Da Representação à Auto-Representação funde o acervo da Adorna com a colecção pessoal da fundadora e curadora desta colectiva: Estefânia r. JAMAIKA, de José Sarmento Matos, com curadoria de Magda Pinto, numa parceria com a Leica Gallery do Porto, reúne fotografia e filme e faz um retrato Ãntimo de uma comunidade racializada e marginalizada – o Bairro da Jamaica, no Fogueteiro, Seixal. Hoje, com os edifÃcios demolidos e as famÃlias realojadas, permanece o sentido de partilha e de pertença, que resistiu ao tempo. Em Tristesse, Paulo Alexandrino transpõe para um espaço expositivo as 37 fotografias do seu livro com o mesmo nome. Distantes da fotografia editorial da sua actividade profissional, estas imagens, afastadas de um contexto informativo óbvio, convidam à introspecção do receptor, que fará a sua interpretação conforme a latitude do seu próprio pensamento e imaginação visual. Na quarta, dia 17 de Setembro, a fechar com chave de ouro o ciclo de inaugurações, inaugura à s 18h00, na Casa da Imprensa, Monochrome 50, de Fernando Negreira. Nesta que é a sua primeira mostra individual, o fotógrafo escolheu, não fotos da sua carreira de 50 anos de fotojornalismo, mas uma selecção de imagens, captadas entre 1975 e 1980, que são uma espécie de diário pessoal, paralelo ao seu trabalho quotidiano nos jornais, com os temas que o fascinam. Nesta edição, a MFA Lisboa optou por concentrar as exposições em seis locais de edições passa- das – Jardins do Bombarda, Galeria Imago, espaço CC11@Imago, Casa da Imprensa e mercados da Ribeira e de Campo de Ourique –, acrescentando-lhes dois espaços marcantes: o Pavilhão de Segurança (Panóptico) do Miguel Bombarda e os pavilhões da Mitra. Nos meses de Setembro e Outubro, a fotografia está na cidade. |


















