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O seguinte guia de eventos é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando conferências, seminários, cursos ou outras iniciativas. Envie-nos informação (press-release, programa e imagem) dos próximos acontecimentos. Seleccionamos três eventos periodicamente, divulgando-os junto dos nossos leitores.

 


PROJETO DE INVESTIGAçãO: ANDREA BARROS

THE FOLKLORE PROJECT — RUMOURS




MUSEU DE SERRALVES - MUSEU DE ARTE CONTEMPORâNEA
Rua D. João de Castro, 210
4150-417 PORTO

25 OUT - 25 OUT 2025


CONVERSA/LIVRO/CONCERTO: 25 de outubro, 16:00, no Auditório do Museu de Serralves



THE FOLKLORE PROJECT — RUMOURS

Projeto de investigação: Andrea Barros

Com Andreia Garcia (Architectural Affairs), Fernanda Fragateiro, Haley Fohr (Circuit Des Yeux), Jenny B. Osuldsen (Snøhetta), Maggie Wright (The Easton Foundation / Louise Bourgeois Archive), Liv Helene Willumsen e Trine Kanter Zerwekh (Norwegian Scenic Routes)




Experiência transdisciplinar que tem como ponto de partida o poderoso Steilneset Memorial, concebido pelo arquiteto suíço Peter Zumthor, pela escultora franco-americana Louise Bourgeois e pela historiadora norueguesa Liv Helene Willumsen. O espaço de memória, situado na ilha Vardøya, Noruega, ergue-se como testemunho sensível das vidas marcadas pela intolerância e pelo medo, homenageando as 91 vítimas dos julgamentos das bruxas durante o século XVII. Cinco mulheres artistas, reuniram na pequena cidade de Vardø em modo residência: Andreia Garcia (arquitetura teórica), Fernanda Fragateiro (artes visuais), Haley Fohr (música), Jenny B. Osuldsen (arquitetura paisagista) e Maggie Wright (história de arte). Cada uma traz a sua perspetiva única para o coração do Ártico norueguês, enriquecendo o processo criativo coletivo.

O Memorial atua como catalisador de práticas criativas, provocando as participantes a explorar as fronteiras entre linguagens e a escutar as ressonâncias do passado.

O evento propõe-se como espaço de partilha e reflexão sobre a força da memória, a resiliência feminina e o papel da arte na construção de narrativas inclusivas. Ao olhar para Vardøya, as artistas não apenas resgatam o passado, mas também lançam luz sobre questões contemporâneas de exclusão, identidade e poder, convidando o público a participar numa viagem sensorial e simbólica unindo o Ártico ao mundo.

Como culminar deste percurso transdisciplinar, a estreia do documentário filmado durante a residência artística promete captar as múltiplas vozes, gestos e atmosferas que marcaram Vardø. Paralelamente, a performance musical de Haley Fohr, profundamente inspirada pelas paisagens árticas e pelas histórias silenciadas, ecoa pelo espaço, evocando emoções ancestrais e tecendo novas ligações entre som e território.

O lançamento do livro, fruto dos encontros e reflexões deste coletivo, reúne imagens, ensaios e relatos que documentam a experiência e ampliam o alcance do projeto. Mais do que um registo, o livro propõe-se como plataforma viva para o debate, estimulando uma reconsideração do passado e do presente à luz do poder transformador da arte.

Deste modo, o evento celebra não apenas a memória das vítimas de Vardøya, mas também a vitalidade criativa que desponta quando diferentes vozes se encontram e constroem futuros possíveis.