TâNIA DINISMORADA ABERTA – Onde o Gesto CuraRAMPA (ARMAZéM K) Rua Particular Justino Teixeira 116 - Armazém K 4300 - 394 PORTO 19 JUN - 20 JUN 2026 PERFORMANCE: 19 e 20 de junho, 21H30, na Rampa, Porto Entrada gratuita sujeita à lotação do espaço MORADA ABERTA – Onde o Gesto Cura de Tânia Dinis Morada Aberta – Onde o Gesto Cura desenvolve-se em diferentes linguagens e espaços, cruzando projeções de vídeo digital e analógico com técnicas de cinema expandido e composição de imagens em tempo real. A obra organiza-se em três momentos interligados, atravessando diferentes tempos, atmosferas e modos de presença. O projeto parte de histórias e memórias — pessoais e coletivas — e da observação sensível do quotidiano, assumindo um olhar imagético e poético sobre os territórios, os corpos e os gestos. A pesquisa nasce das memórias da artista e das histórias do lugar onde cresceu, expandindo-se aos territórios do Norte de Portugal, do Alto e Baixo Minho, da Galiza e do litoral atlântico. Acompanhando o dia a dia de mulheres trabalhadoras, guardiãs de saberes ancestrais ligados à terra, ao mar, aos ciclos naturais e às formas de cuidado transmitidas entre gerações, a obra aproxima-se de gestos invisíveis que sustentam comunidades e mantêm vivas formas de conhecimento não oficializadas. Entre o documentário e o ficcional, o trabalho interroga a doença e a cura no imaginário popular, entendendo a cura não apenas como rito ou palavra, mas também como gesto, trabalho, classe, cultivo e relação íntima com a natureza e com o outro. Observa práticas e movimentos que atravessam gerações, preservando a energia do sagrado, da resistência, da ausência, do mistério, e propondo um espaço de escuta, memória e partilha. Depois da recolha e apresentação em Braga, este novo formato distribui-se por três eixos de apresentação - Porto, Corunha, Vila do Conde. ::: Tânia Dinis (Vila Nova de Famalicão, 1983) é realizadora e artista de artes performativas, desenvolvendo um percurso interdisciplinar entre cinema experimental, documental e práticas artísticas contemporâneas. A sua investigação centra-se na utilização de imagens de arquivo, memória familiar e metodologias performativas para a construção de narrativas alternativas, com especial atenção às histórias de mulheres e a contextos de trabalho historicamente invisibilizados. Doutoranda em Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, concluiu o Mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas (2015) na mesma instituição. É licenciada em Estudos Teatrais pela ESMAE e realizou formação na Escuela Internacional de Cine y TV (Cuba), especializada em criação cinematográfica a partir da memória familiar. A sua obra tem sido apresentada e distinguida em festivais nacionais e internacionais. Destaca-se o filme Tão pequeninas, tinham o ar de serem já crescidas, premiado no IndieLisboa e no MDOC em 2024, bem como em festivais internacionais em 2025. Trabalhos anteriores, como Laura e Não são favas, são feijocas, confirmam a consistência do seu percurso autoral. Paralelamente, desenvolve projetos de investigação-criação como Operariada, Corpografia, Álbuns de Guerra, Linha de Tempo e Morada Aberta, frequentemente em colaboração com instituições culturais e artísticas. O seu trabalho explora práticas colaborativas, ativação de arquivos e construção de memória coletiva em contextos comunitários. É docente nas áreas do cinema e do teatro, tendo lecionado na Universidade do Minho e na ESAP. Integra regularmente júris de festivais de cinema e o seu trabalho faz parte da Coleção de Arte Contemporânea do Município do Porto. |
















